Aliados de Musharraf questionam acordo com oposição paquistanesa

Aliados do presidente do Paquistão,Pervez Musharraf, se mostraram contrários à coalizão que eleestá negociando com a ex-primeira-ministra Benazir Bhutto,trazendo novas dúvidas sobre o futuro do controversogovernante. O mandato do general se encerra em breve, e suapopularidade está em queda. Por isso, ele se mobiliza paramelhorar sua situação política e conseguir que o Parlamento eas assembléias regionais lhe dêem mais um mandato comopresidente. Para isso, Musharraf buscou a ajuda de Benazir, cujopopular Partido do Povo Paquistanês ampliaria sua basepolítica. Pelo pacto que está sendo negociado, ele deixaria ocomando do Exército e Benazir voltaria ao cargo deprimeira-ministra. Mas muitos membros da Liga Muçulmana do Paquistão (LMP), opartido governista, estão alarmados com a perspectiva de verema velha rival Benazir voltar de oito anos de exílio parareassumir o poder. Chaudhry Shujaat Hussain, presidente da LMP, disse terlevado a Musharraf suas restrições quanto a partes do acordo. "Dissemos a ele que há certas coisas que são nocivas para opaís e a nação e que devem ser revistas", disse Hussain nasexta-feira à Reuters. Benazir, que já foi primeira-ministra duas vezes, quer asuspensão da proibição a um terceiro mandato, e também que opresidente perca o poder de dissolver gabinetes --duasexigências às quais Hussain disse que a LMP se opõe.

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