Aliados de Sadr criticam premier xiita do Iraque

Líderes xiitas do Iraque ligados ao clérigo radical Moqtada Sadr criticaram no domingo, 8, o ex-aliado no governo iraquiano, o primeiro-ministro Nouri Maliki.Maliki foi acusado de se dobrar às exigências dos Estados Unidos e de sancionar ataques americanos contra a milícia de Sadr, o Exército de Mehdi. Ele, por sua vez, disse que a milícia precisa se livrar dos "criminosos" que estariam em suas fileiras.Dezenas de pessoas morreram nos últimos confrontos entre as tropas iraquianas e os homens do Exército de Mehdi, o que indica, para muitos, um racha entre os grupos xiitas.Em abril, seis ministros aliados de Sadr pediram demissão em protesto contra a demora do governo em exigir um prazo para a retirada das tropas americanas.O apoio do bloco aliado de Sadr foi essencial para garantir a nomeação de Maliki como primeiro-ministro no ano passado. Esquadrões da morteO Exército de Mehdi e seus aliados nas forças de segurança iraquianas têm sido acusados de organizar esquadrões da morte contra iraquianos sunitas.No fim de junho, uma megaoperação americana foi lançada contra o principal reduto do grupo, a favela Cidade Sadr, no leste de Bagdá. Em um episódio isolado, no domingo, pelo menos 23 recrutas do Exército iraquiano foram mortos e 27 ficaram feridos em um ataque suicida a bomba a leste da cidade de Falluja na manhã deste domingo, segundo as autoridades locais.Os mortos e os feridos eram recrutas do Exército que se deslocavam em um caminhão numa estrada e colidiram com um carro-bomba.Antes dos novos ataques, o primeiro-ministro do Iraque, Nouri al-Maliki, descreveu como "atroz" o atentado com um caminhão-bomba que deixou ao menos 130 mortos no sábado em um mercado lotado no vilarejo de Amirli, no norte do país. Além dos mortos, cerca de 240 pessoas ficaram feridas.Maliki disse que o ataque - o mais mortífero no Iraque desde meados de abril - mostrou que os insurgentes estão desesperados para se mostrarem ativos em meio ao cerco que estão sofrendo.

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