Aliados de Shinawatra voltam às Forças Armadas da Tailândia

Mudanças em 383 cargos do Ministério da Defesa dão posições aos militares que apoiaram os golpistas

EFE,

20 de março de 2008 | 05h14

Os aliados do ex-primeiro-ministro tailandês Thaksin Shinawatra, deposto através de um golpe de Estado militar em 2006, voltaram aos postos de comando das Forças Armadas devido a uma decisão aprovada pelo rei Bhumibol Adulyadej, proposta pelo Governo e divulgada nesta quinta-feira. As mudanças em 383 cargos do Ministério da Defesa concedem posições de assessoria aos militares que apoiaram ou colaboraram com os golpistas, e colocam nas posições-chave os partidários de Shinawatra. As alterações, que terá efeito em meados do ano, entregam, por exemplo, a direção do Departamento de Finanças de Defesa ao general Apichai Songsilp, um conhecido amigo de Shinawatra que estava afastado do serviço ativo desde o golpe de Estado. Seu antecessor, o general Somjet Boonthanom, que participou do Conselho de Segurança Nacional, nome adotado pela Junta Militar instalada após o levante, passará a desempenhar o cargo de assessor chefe do Ministério da Defesa. Uma parte do Exército se levantou em setembro de 2006 contra Shinawatra, um ex-coronel da Polícia que venceu nas finanças e depois na política, e depôs o então premiê após acusá-lo de nepotismo, corrupção e de prejudicar as instituições democráticas do país. Os militares golpistas abriram processos por corrupção contra Shinawatra e sua família ,e dissolveram seu partido por fraude eleitoral. Depois, convocaram eleições legislativas em 23 de dezembro de 2007. O resultado das urnas devolveu o Governo aos aliados de Shinawatra, que se havia exilado após o golpe.

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