Andrew Caballero-Reynolds/AFP
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Aliados de Trump pedem que Suprema Corte bloqueie a certificação dos resultados na Pensilvânia

Passado um mês da eleição americana, presidente ainda não admitiu vitória de Joe Biden e segue falando em 'fraude maciça'; ação, se acatada, será a primeira a chegar na Suprema Corte

Redação, O Estado de S.Paulo

04 de dezembro de 2020 | 07h53

WASHINGTON - Aliados do presidente americano, Donald Trump, apresentaram um recurso emergencial à Suprema Corte dos Estados Unidos nessa quinta-feira, 3, para bloquear a certificação dos resultados eleitorais na Pensilvânia.

O recurso visa reverter a decisão tomada no sábado pela Suprema Corte estadual, que rejeitou uma denúncia que buscava invalidar votos por correio contabilizados durante a apuração no Estado.

Trump ainda se recusa a reconhecer a vitória do democrata Joe Biden, mesmo um mês após as eleições. Mesmo tendo sofrido cerca de 20 revezes judiciais em recursos apresentados por seus aliados, o presidente segue defendendo a tese de que houve uma fraude maciça nas eleições.

Na terça-feira, o procurador-geral dos Estados Unidos, William Barr, que é parte do círculo mais próximo ao presidente, garantiu que não há evidências suficientes para apoiar uma fraude que invalida a vitória de Biden.

Trump reformou a Suprema Corte durante seu mandato com a nomeação de três dos nove juízes. "A Suprema Corte deve examinar nosso caso. Se não, o que é a Suprema Corte?", Perguntou ele ao canal Fox.

A Suprema Corte interrompeu a contagem dos votos na Flórida em 2000, onde George W. Bush tinha apenas 537 a mais que o democrata Al Gore, permitindo que o republicano ganhasse a eleição.

Mas desta vez, o resultado das eleições não depende apenas de um estado, pois as diferenças são muito maiores. Portanto, é improvável que a Suprema Corte coloque em risco sua reputação em um caso que é irrelevante./ AFP

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