Aliados evitaram catástrofe humana na Líbia, diz Obama

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse neste sábado que a intervenção dos aliados na Líbia evitou um massacre e sugeriu que não enviará as forças militares norte-americanas para outros países árabes onde ocorrem protestos contra governos ditatoriais.

AE, Agência Estado

26 de março de 2011 | 11h51

"Não tenha dúvida, como agimos rapidamente uma catástrofe humanitária foi evitada e as vidas de um número incontável de civis - homens, mulheres e crianças inocentes - foram salvas", disse Obama em seu pronunciamento semanal de rádio à Nação.

Obama advertiu, entretanto, que "os Estados Unidos não devem - e não podem - intervir todas as vezes em que há uma crise em algum lugar do mundo".

Os comentários são a mais forte indicação já dada até agora sobre a postura do presidente norte-americano em relação as manifestações contra governos em outros países da região, que igualmente têm sido violentos, como na Síria e no Bahrein.

Obama afirmou que quando inocentes são brutalizados, uma determinada região está perto de sua desestabilização e que o desejo da comunidade internacional é agir em conjunto para "salvar milhares de vidas - então é de nosso interesse nacional agir". "É nossa responsabilidade. E esse é um desses momentos", acrescentou.

Os Estados Unidos, junto à uma coalizão de outros países, deu início na semana passada a uma zona de exclusão aérea na Líbia, para evitar que os civis fossem atacados por aviões do exército do ditador Muamar Kadafi. Obama tem sido pressionado internamente para explicar a amplitude, o cronograma e os motivos do envolvimento militar dos Estados Unidos na guerra civil da Líbia.

Uma semana após iniciado os ataques das forças de coalizão contra as forças de Kadafi, os EUA assumem uma atitude de apoio, entregando o comando das operações a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

"É assim que a comunidade internacional deve trabalhar - mais países, não apenas os Estados Unidos, assumindo a responsabilidade e o custo de manutenção da paz e da segurança", afirmou Obama.

O presidente norte-americano também reiterou que Kadafi deve prestar contas de suas atitudes e que perdeu a confiança de seu povo. "As aspirações do povo líbio devem ser concretizadas", disse Obama.

Obama deve dar uma declaração à Nação sobre a política norte-americana na Líbia nesta segunda-feira. O Congresso norte-americano tem reclamado não ter sido suficientemente consultado sobre o papel do Exército dos EUA no conflito. As informações são da Dow Jones.

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