Aliados propõem saída eleitoral a Chávez

Aliados de Hugo Chávez estão propondo aopresidente venezuelano que assuma a liderança de uma saídaeleitoral para a atual crise política e social do país - que,na segunda-feira, enfrentará a terceira greve geral nacional emmenos de um ano. O vice-presidente da Assembléia Nacional, Rafael Simón Jiménez opinou hoje que Chávez deve estar na frente de uma "soluçãoeleitoral realista em termos de tempo e acertada num acordo coma oposição". Partidos opositores, a maior confederação de empresários daVenezuela (a Fedecámaras), sindicatos e associações civispromovem a greve geral marcada para segunda-feira, durante aqual reivindicarão a renúncia de Chávez e a convocação deeleições presidenciais. Chávez, por seu lado, qualifica de"golpista" o movimento da oposição e reitera que não deixará opoder antes do fim do mandato. A única opção aceita por Chávez para submeter seu mandato àaprovação popular é a realização de um plebiscito revogatórioprevisto pela Constituição, que poderia ocorrer em agosto do anoque vem. O plebiscito só pode ser convocado depois documprimento da metade do mandato presidencial. "A característica que diferencia o presidente Chávez dosdemais políticos é sua disposição de submeter as decisõesimportantes à votação do povo", disse Simón Jiménez,referindo-se aos sete processos eleitorais liderados por Chávezdesde que assumiu o poder, em 1999 - incluindo a eleição de 2000 convocada para relegitimar o preenchimento de todos os cargoseletivos sob a vigência da nova Constituição. Chávez deverá retornar amanhã ao país depois de um giro dequase uma semana pela Europa. Hoje, na última escala da viagem,na Noruega, o presidente venezuelano disse não acreditar que agreve de segunda-feira possa resultar em distúrbios como os deabril - quando foi afastado do poder por menos de dois dias,numa frustrada tentativa de golpe militar. Na véspera, porém, Chávez advertiu a oposição que poderiaadotar medidas de exceção, caso a paralisação ultrapasse operíodo de 12 horas para o qual foi convocada. Advogadosvinculados ao governo apresentaram hoje um recurso judicial como propósito de tentar evitar a realização da greve geral. A ação se baseia no princípio do "direito ao trabalho". Ogoverno de Chávez acusa a Fedecámaras e os sindicatos depromoverem um locaute. Hoje, o general Manuel Rosendo, acusado de participar datentativa de golpe contra Chávez de abril, passou para a reservapor decisão do Conselho de Investigação sobre o caso. Ele reagiuacusando Chávez de violar regulamentos, leis e a Constituição.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.