EFE/ Miguel Gutiérrez
EFE/ Miguel Gutiérrez

Aliança de países latinos aprova punição a líderes venezuelanos

Em setembro, 16 dos 19 países membros do Tiar resolveram identificar entidades e pessoas associadas ao governo Maduro envolvidas em atividades ilícitas e vinculadas ao crime organizado internacional

Redação, O Estado de S.Paulo

03 de dezembro de 2019 | 22h22

BOGOTÁ - Países signatários do Tratado Interamericano de Assistência Recíproca (Tiar) reunidos em Bogotá aprovaram nesta terça-feira, 3, punições a diversos membros do governo de Nicolás Maduro, informou a chancelaria da Colômbia. 

No total, 29 pessoas, incluindo Diosdado Cabello, número dois do chavismo, sofrerão sanções econômicas e "medidas de restrição de entrada e trânsito" nos Estados membros do Tiar, destaca uma nota oficial.

A Organização dos Estados Americanos (OEA), organismo depositário do acordo, publicou a lista dos punidos e os pontos aprovados na sessão plenária. 

"Essas 29 pessoas e seus parentes não vão poder abrir conta em banco de qualquer dos países (membros do Tiar), não vão poder passar pelos aeroportos destes países e há vários outros que na próxima reunião serão incluídos nas sanções", declarou à imprensa Carlos Trujillo, embaixador dos Estados Unidos junto à OEA.

A reunião, presidida pela chanceler colombiana, Claudia Blum, teve a participação de delegados de Brasil, Argentina, Chile, Costa Rica, El Salvador, Guatemala, Haiti, Honduras, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana, Estados Unidos e do representante do opositor venezuelano Juan Guaidó, reconhecido como presidente interino por mais de 50 países.

No dia 23 de setembro, 16 dos 19 países membros do Tiar resolveram identificar entidades e pessoas associadas ao governo Maduro envolvidas em atividades ilícitas e vinculadas ao crime organizado internacional.

Reunião de 'palhaços'

Maduro reagiu qualificando de fracasso a "reunião de palhaços" dos países que integram o Tiar. "Fracassou a reunião do Tiar. Foi uma reunião de fantoches, de palhaços", disse Maduro em rede nacional de rádio e TV. 

O líder venezuelano chamou o presidente da Colômbia, Iván Duque, de participou da reunião do  Tiar, de "imbecil que tem incendiado o seu país..." e agora tenta "desviar a atenção para a imensa crise" na Colômbia.

Maduro reafirmou sua denúncia de que Duque tem criado "várias montagens" para provocar um conflito armado na fronteira e invadir a Venezuela com a ajuda de Washington. "Com ou sem Tiar, não poderão com a Venezuela", afirmou o líder chavista. / AFP 

 

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