Aliança do Norte só corta mão no terceiro roubo

Os açoitamentos em público, a proibição de que as mulheres cantem e um código que permite a amputação de mãos de ladrões são sanções comuns nesta que é a capital de fato das forças afegãs anti-Taleban. A opositora Aliança do Norte diz que sua interpretação da lei islâmica é mais compassiva que a do Taleban, numa forma "mais bondosa e iluminada do Islã", diz o ministro de Relações Exteriores da aliança Abdullah Abdullah. Mas sua aplicação, no entanto, é severa. Com o avanço da aliança sobre os territórios que estavam em poder do Taleban, inclusive a capital Cabul, a lei utilizada em Jwaja Bahauddin poderia transformar-se na lei de todo o território. "Se uma pessoa rouba dinheiro, nós a advertimos, uma, duas vezes, e apenas na terceira ocasião cortamos sua mão", explica o mulá Sahaid Asmahail, clérigo nomeado com a aprovação das autoridades da aliança em Jwaja Bahauddin. Segundo se diz, tal medida não foi necessária nos seis anos em que o mulá esteve na cidade. Mas os açoitamentos em público são comuns nesta cidade de 10.000 habitantes que se transformou na capital temporária da Aliança do Norte desde que começou a campanha militar dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha. Serve como base para a aliança desde 2000, quando o Taleban a expulsou de Taloqan. Quando as forças aliadas tomaram o controle de Jwaja Bahauddin a primeira ordem foi proibir as mulheres de cantar em público, segundo a agência de notícias Keston, que informa sobre liberdades religiosas em nações pós-comunistas.

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