AFP PHOTO / MARVIN RECINOS
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Almagro parabeniza governo colombiano e Farc por acordo de paz modificado

Para secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), esta é uma nova oportunidade para avançar rumo a uma ‘paz sustentável’

O Estado de S.Paulo

14 de novembro de 2016 | 10h19

WASHINGTON - O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, parabenizou o governo colombiano e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) pelo acordo de paz modificado assinado em Havana, e acredita que esta seja uma nova oportunidade para avançar rumo a uma "paz sustentável".

Em comunicado, Almagro avaliou positivamente o acordo e considerou que é "um passo rumo a um acordo de paz inclusivo", afirmando estar "convencido de que um diálogo amplo e participativo é o caminho para uma paz sustentável".

Além disso, ele avaliou "a disposição e os esforços" para fechar o acordo do governo do presidente Juan Manuel Santos, das Farc, assim como dos que defenderam o "não" no plebiscito e de diferentes setores da sociedade civil.

Nesse sentido, o líder da OEA destacou a "valiosa participação" da sociedade, que após a vitória do "não" no dia 2 de outubro, "foi às ruas para rodear o processo e contribuir para o diálogo nacional, em pleno exercício da democracia".

Em seu comunicado, Almagro reiterou seu "compromisso" para acompanhar o país em seu caminho rumo à paz, como fez a organização internacional por meio de sua Missão de Apoio ao Processo de Paz desde 2004, com um mandato que se estendeu até janeiro de 2018.

Veja abaixo: Farc e governo colombiano chegam a novo acordo de paz

A organização enviou, além disso, uma missão de observação para o plebiscito, após ter acompanhado anteriormente 14 processos eleitorais na Colômbia desde 1994. 

Espanha. O ministro das Relações Exteriores e Cooperação da Espanha, Alfonso Dastis, disse acreditar que o novo acordo de paz possa "resolver as pequenas dúvidas" que levaram a maioria dos colombianos a rejeitar o primeiro. A declaração foi dada à imprensa após um jantar informal de chanceleres da União Europeia (UE) em Bruxelas.

Dastis disse que a Espanha "deseja que haja um acordo o mais inclusivo possível para que seja durável". O novo documento, produto de nove dias de intensas negociações em Havana, foi assinado pelos chefes negociadores do governo, Humberto de la Calle, e da guerrilha, Ivan Márquez, na presença do ministro das Relações Exteriores cubano, Bruno Rodríguez.

As partes renegociaram um total de 57 pontos concretizados nas últimas semanas durante o processo de diálogo político que o governo colombiano abriu com os setores que defenderam o "não" no plebiscito. / EFE

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