EFE/Juan Manuel Herrera/OEA
EFE/Juan Manuel Herrera/OEA

Almagro quer inspecionar compromisso da Venezuela em não obter armas nucleares

Secretário-geral da OEA diz que manobras militares com bombardeiros atômicos russos é suspeita

O Estado de S.Paulo

13 Dezembro 2018 | 12h49

WASHINGTON -  O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, pediu que entidades internacionais verifiquem se a Venezuela está cumprindo suas obrigação a  não proliferação de armas nucleares depois de o país receber dois bombardeiros atômicos Tu-160 russos no começo da semana. Segundo Almagro, a OEA está profundamente preocupada com as manobras militares conjuntas entre Caracas e Moscou. 

Almagro quer que o braço da OEA contra a proliferação nuclear (Opanal) verifique se o país está cumprindo o Tratado de Tlatelolco, que garante a desnuclearização da América Latina. “Pedimos que os órgãos que formam este acordo tomem as medidas necessárias para verificar se a Venezuela está cumprindo as regras de desnuclearização e informem a OEA e a ONU”, disse Almagro.


O secretário-geral da OEA disse também que a missão militar russa não está de acordo com a Constituição venezuelana por não ter sido aprovada pela Assembleia Nacional – controlada pela oposição, mas sem poderes efetivos e substituída por uma Constituinte controlada pelo chavismo.

Em novembro, os EUA estudaram incluir a Venezuela na lista de países patrocinadores do terrorismo internacional. Para o governo americano, o país latino-americano teria ligações com o Hezbollah e com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Maduro já havia condenado as afirmações do presidente colombiano, Iván Duque, sobre abandonar a relação diplomática entre os dois países. 

Embora a maioria dos governos latino-americanos rejeite uma intervenção militar na Venezuela, Almagro disse que a opção não poderia ser descartada. Oficialmente, o governo americano diz que todas opções para a crise venezuelana estão sendo consideradas, ainda que uma intervenção enfrente objeções dentro e fora da administração de Donald Trump. Analistas veem uma ação militar no país como algo improvável.  /EFE

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