Carlos Garcia Rawlins/Reuters
Carlos Garcia Rawlins/Reuters

Aloysio Nunes elogia postura de Dilma em relação à Venezuela

Itaramaty condenou morte do político oposicionista Luís Díaz, assassinado durante um comício na noite de quarta-feira

Tânia Monteiro, O Estado de S. Paulo

28 de novembro de 2015 | 12h48

BRASÍLIA - Apesar da guerra política travada com o governo pela oposição, o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), que é presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, elogiou a posição do Itamaraty que condenou a morte do político oposicionista venezuelano Luís Díaz, secretário-geral do partido Ação Democrática (AD), assassinado durante um comício na noite de quarta-feira, 25.

Segundo o senador tucano, a manifestação de consternação do Itamaraty sobre o assassinato de Díaz, "revela que o governo brasileiro começa a mudar de postura em relação à crise da Venezuela".

Aloysio Nunes, em nota divulgada pela sua assessoria, declarou que "o Itamaraty acerta ao cobrar do presidente Nicolás Maduro zelo para que o processo eleitoral transcorra de forma limpa e pacífica, de modo a permitir que os venezuelanos exerçam com tranquilidade seus deveres cívicos no próximo dia 6".

O senador tucano destacou ainda que, "ao se unir ao rechaço da Unasul (União das Nações Sul-Americanas), a presidente Dilma Rousseff (PT)demonstra, pela primeira vez, preocupação com a escalada de violência às vésperas da eleição".

Na sexta-feira, 27, depois de consulta à presidente Dilma, quando os termos da dura nota do governo brasileiro foram acertados, o Itamaraty divulgou que o Brasil "instou" a "investigação dos fatos e punição dos responsáveis" pela morte de Díaz, para que as eleições marcadas para o dia 6 de dezembro, transcorram de forma "limpa e pacífica". Com isso, o Palácio do Planalto mostra que mudou a postura em relação a Maduro e, diferentemente do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a presidente Dilma Rousseff começa a cobrar posturas mais democráticas do presidente venezuelano.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.