AP Photo/Martin Mejia
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Aloysio promete a opositores de Maduro que investigará ilícitos de venezuelanos no Brasil

Na Cúpula das Américas, chanceler brasileiro diz que País deve receber informações no fim do mês durante visita do líder opositor venezuelano Antonio Ledezma e, então, apurará supostas ações ilegais em território brasileiro de aliados do presidente bolivariano

Fernando Nakagawa, Enviado Especial / Lima, Peru, O Estado de S.Paulo

13 Abril 2018 | 16h32

LIMA - O governo brasileiro prometeu a líderes políticos de oposição ao regime de Nicolás Maduro que Brasília vai investigar eventuais ações ilegais realizadas por venezuelanos ligados ao governo chavista em território brasileiro. A ação tentará encontrar eventuais violações de direitos humanos, corrupção ou movimentação ilegal de recursos financeiros. 

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"Queremos informações sobre ações ilegais que estejam ocorrendo no território brasileiro para que possamos atuar", disse o ministro de Relações Exteriores, Aloysio Nunes Pereira. Informações para a investigação deverão ser entregues ao governo brasileiro no fim do mês, quando o líder de oposição a Maduro Antonio Ledezma estará no Brasil. 

O chanceler explicou que o Brasil poderá punir pessoas relacionadas à Venezuela que tenham cometido atos ilegais e essa eventual ação terá como base a legislação nacional ou acordos internacionais. 

"Será dentro da legalidade. Não podemos fazer nada que extrapole a legalidade", disse, ao explicar que a ação brasileira não será como a dos Estados Unidos, que criou sanções extraordinárias a funcionários do regime chavista. 

Cúpula de Lima elevará pressão sobre Venezuela

Aloysio Nunes disse ainda que a declaração que a Cúpula das Américas divulgará após a reunião não deve mencionar a Venezuela porque não há consenso sobre o tema. O ministro mencionou, porém, que o país vizinho será tema de uma declaração dos países do chamado Grupo de Lima, que atua desde o ano passado para tentar encontrar uma solução à crise humanitária na Venezuela. 

Também continua a articulação dos países da região para a criação de um fundo financeiro para custear a ajuda humanitária aos venezuelanos que têm migrado para os países vizinhos.

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