Alpinista italiano é levado para acampamento-base do K-2

Terceiro escalador é resgatado com vida após avalanche de neve que matou 11 no 2.º maior pico do mundo

Reuters e Associated Press,

05 de agosto de 2008 | 09h16

O alpinista italiano Marco Confortola, que sobreviveu à avalanche de neve que matou pelo menos 11 escaladores no K-2, segundo mais alto pico do mundo (8.611 metros), foi levado ao acampamento-base a cerca de 5.200 metros. A informação foi confirmada pelo secretário do Ministério do Turismo paquistanês, Shahzad Qaiser.   Confortola já começou a receber tratamento médico no acampamento, mas ainda não pode ser removido por conta do mau tempo. Outros dois sobreviventes holandeses resgatados na segunda - Wilco van Rooijen e Cas Van de Gevel - foram levados para hospitais em Skardu, no norte do Paquistão. O italiano deve ser levado para o mesmo local, afirmou Qaiser.   Enquanto descia, o Itáliano disse que, apesar do frio e do cansaço, não pensava em desistir. "É claro que eu vou continuar", disse ele a outros alpinistas por telefone via satélite. As equipes de resgate ainda não sabem quantas pessoas continuam desaparecidas no pico.   Três norte-coreanos, dois nepaleses, dois paquistaneses, um servio, um irlandês, um norueguês e um francês morreram no desastre de sexta-feira, mas não estavam na mesma equipe.     Os alpinistas isolados estão em uma altitude conhecida como a "Zona da Morte", onde os corpos começam a se degenerar por causa da falta de oxigênio. "No K-2, quando estão desaparecidos, estão mortos", disse o paquistanês Sher Khan, um dos mais experientes montanhistas do país.   A catástrofe ocorreu quando um grande bloco de gelo se desprendeu e rompeu as cordas que seguravam parte dos alpinistas, provocando uma avalanche na encosta conhecida como Gargalo de Garrafa, a mais de 8.200 metros de altitude.

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