Alta comissária da ONU diz que Egito prendeu mil pessoas

As autoridades egípcias prenderam mais de mil pessoas durante quatro dias de protestos contra o governo do presidente Hosni Mubarak, disse na sexta-feira a alta comissária da Organização das Nações Unidas (ONU) para os Direitos Humanos, Navi Pillay.

REUTERS

28 de janeiro de 2011 | 15h15

Ela afirmou que o Egito precisa autorizar os seus cidadãos a participarem de manifestações sem temor e parar de tentar calar os que criticam o governo.

Pillay pediu pela suspensão da lei de emergência, que, segundo ela, "encontra-se na raiz de boa parte da frustração e da raiva que agora se esparramou para as ruas."

"Peço que o governo tome medidas concretas para garantir os direitos de liberdade de reunião pacífica e de expressão, incluindo a retomada do uso livre de telefones celulares e das redes sociais", disse Pillay num comunicado.

Pouco depois da declaração dela, o Egito anunciou um toque de recolher das 18h às 7h (horário local).

Dezenas de milhares de egípcios têm participado de protestos no Cairo para exigir o fim do governo de Mubarak, que já dura três décadas.

As forças de segurança dispararam balas de borracha, gás lacrimogêneo e canhões de água contra manifestantes que responderam com pedras e gritavam "Abaixo, abaixo Hosni Mubarak", afirmaram testemunhas.

Ex-juíza de crimes de guerra da ONU, Pillay pediu que as autoridades egípcias investiguem a acusação de uso de força excessiva que provocou a morte de ao menos cinco civis.

(Reportagem de Laura MacInnis)

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