Alta tecnologia garantiu perfuração em seis semanas

Autoridades chilenas acreditavam que a perfuração do poço de salvamento levaria quatro meses. No fim, foram necessárias cerca de seis semanas. Uma razão para a diferença na previsão foi que o Chile não estava familiarizado com o tipo de furadeira que perfurou o túnel.

Cenário: Henry Fountain, O Estado de S.Paulo

16 de outubro de 2010 | 00h00

A Center Rock, a empresa americana de Berlin, Pensilvânia, que forneceu as perfuratrizes do Plano B, pressionou o governo chileno para permitir o uso de perfuradoras conhecidas como "downhole hammers", que têm brocas movidas a ar que socam a rocha enquanto gira. As outras duas operações, Planos A e C, usaram brocas s convencionais que trabalham somente com rotação.

A geologia da região - rocha vulcânica dura com outros minerais extremamente duros - favorecia o equipamento do Plano B, disse Maurice Dusseault, professor de geologia na Universidade de Waterloo, no Canadá. O esforço foi ajudado também pelas condições secas encontradas no subsolo do Atacama, um dos desertos mais secos do mundo.

Agora que viram como a tecnologia funcionou, os chilenos devem incorporá-la em suas operações de mineração para perfurar poços de ventilação e outros túneis. Eles ficaram muito gratos, disse ele, "nos agradecendo por convencê-los a nos deixar usar essa tecnologia." / TRADUÇÃO DE CELSO M. PACIORNIK

ESCREVEU PARA "THE NEW YORK TIMES"

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.