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Alto comandante sírio foge para a França

Deserção de general amigo íntimo de Assad e chefe da Guarda Republicana é confirmada pela França

estadão.com.br,

06 de julho de 2012 | 16h45

DAMASCO - Pela primeira vez em 17 meses de violência na Síria, um integrante da cúpula do regime de Bashar Assad desertou e, segundo países ocidentais, estava nesta sexta-feira, 6, a caminho da França. A notícia da debandada do general Manaf Tlass, comandante da Guarda Republicana - a força pretoriana do clã Assad -, foi confirmada pelo ministro das Relações Exteriores de Paris, Laurent Fabius, durante uma reunião da oposição síria na capital francesa.

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Nos últimos meses, à medida que a crise na Síria se aproxima de um estado de completa guerra civil, as deserções entre oficiais de alta patente do regime Assad se intensificaram. A cúpula do regime, porém, não havia exposto sinais de rachadura - até a deserção anunciada hoje.

O general Tlass era tido como amigo íntimo além de confidente do presidente Assad. Seu pai foi ministro da Defesa por 32 anos, cuidando da transferência do poder entre Hafez Assad, morto em 2000, e o herdeiro do regime, Bashar.

Na entrevista a jornalistas ontem, o chanceler francês não mencionou o nome do general sírio e apenas disse que "uma alta autoridade" da Guarda Republicana havia desertado e estava "a caminho de Paris". Horas depois, assessores de Fabius confirmaram que se tratava do general Tlass.

"Todos acreditam que (essa deserção) é um duro revés para o regime Assad", afirmou o ministro francês.

Na segunda-feira, um grupo de 85 militares sírios cruzou a pé a fronteira com a Turquia, abandonando as fileiras de Assad. Entre eles, estavam 1 general, 2 coronéis e outros 18 oficiais, segundo a agência turca de notícias. No mês passado, um piloto sírio fugiu com seu MiG para a Jordânia, onde recebeu asilo. 

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