Alto governante militar chinês faz visita oficial aos EUA

O vice-presidente da Comissão Militar Central da China (CMC), Guo Boxiong, viajou para os Estados Unidos, onde se reunirá com o secretário de Defesa, Donald Rumsfeld, na visita mais importante realizada por um comandante militar chinês ao país ocidental desde 2001, informou a agência "Xinhua".Guo, o segundo na hierarquia militar do país atrás apenas do presidente, Hu Jintao, visita os EUA quando as relações militares entre os dois países se encontram "no melhor momento desde 2001", afirmou Qian Lihua, subdiretor do Escritório de Assuntos Exteriores do Ministério da Defesa chinês.As forças militares de ambos os países mantiveram relações muito tensas na primeira metade desta década, principalmente depois que um caça chinês e um avião espião americano se chocaram no Mar do Sul da China, em abril de 2001.Durante sua estadia em Washington, Guo discutirá com Rumsfeld diversos temas "de caráter internacional e regional", segundo a "Xinhua".Além disso, o vice-presidente da CMC se reunirá com outros membros da Administração americana e visitará diversas bases militares.É esperado que vários acordos de cooperação entre China e EUA sejam assinados durante a visita, que durará uma semana."A visita de Guo promoverá a confiança estratégica em termos de segurança tradicional e impulsionará a cooperação em campos de segurança não tradicional", afirmou Yang Yi, diretor do Instituto de Estudos Estratégicos da Universidade de Defesa Nacional China.Em outubro de 2005, Donald Rumsfeld realizou uma visita oficial à China, a primeira desde sua posse, em 2001.O ministro da Defesa chinês, Cao Gangchuan, e o Chefe do Estado-Maior do Exército Popular de Libertação, Liang Guanglie, visitaram os Estados Unidos em 2003 e 2004, como parte da tentativa de reaproximação depois do incidente de 2001.Já o comandante das Forças Americanas no Pacífico, William Fallon, visitou China em duas ocasiões, em 2005 e 2006.Apesar de a relação entre os dois países ter melhorado, fontes chinesas afirmam que continuam existindo "obstáculos" que impedem um maior contato com os EUA, como a postura americana em relação à ilha de Taiwan, considerada pela China uma "província rebelde", além da persistente desconfiança dos americanos em torno do país asiático.Após sua visita aos EUA, Guo seguirá para a França, onde se encontra com a ministra da Defesa francesa, Michele Alliot-Marie.

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