Kerch FM News / AP
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Aluno abre fogo em escola na Crimeia e mata ao menos 19

Segundo investigadores russos, agressor foi identificado como Vladislav Roslyakov, de 18 anos, que se matou após o ataque

O Estado de S.Paulo

17 de outubro de 2018 | 08h20
Atualizado 17 de outubro de 2018 | 19h13

MOSCOU - Um aluno de uma escola técnica do ensino médio na cidade de Kertch, na Península da Crimeia, abriu fogo contra os alunos nesta quarta-feira, 17, matando ao menos 19 pessoas e ferindo 53. Segundo as agências de notícias russas, 12 feridos estão em estado grave. Ele também teria detonado ao menos uma bomba caseira. 

O líder regional Serguei Aksyonov disse que o estudante se matou após o ataque e o corpo dele foi encontrado na biblioteca da instituição. Investigadores russos afirmaram que o agressor foi identificado como Vladislav Roslyakov, de 18 anos. Ele chegou ao colégio com um fuzil e começou a disparar.

Segundo autoridades, o autor dos disparos foi de sala em sala disparando, começando na área perto da cantina. Fotos divulgadas horas depois do ataque na mídia russa mostram o corpo de Roslyakov na biblioteca.

As imagens do local mostram equipes de resgate colocando as vítimas em ambulâncias improvisadas. “São crianças e funcionários”, informou a uma emissora um homem coberto de sangue, que citou “diversos disparos”.

Fontes da polícia russa citadas pela mídia local dizem que o agressor detonou uma bomba na cantina antes de começar a atirar. Logo após os relatos de uma explosão na faculdade, os investigadores divulgaram um comunicado dizendo que um explosivo cheio de "objetos de metal" havia sido detonado na área.

Várias testemunhas afirmam que ouviram uma ou mais explosões. Investigadores depois disseram que encontraram um segundo dispositivo entre os pertences pessoais do atirador e que ele havia sido desarmado."Eu estava no epicentro da primeira explosão, na entrada, perto do bufê", afirmou Igor Zakharevsky, uma testemunha do ataque que estava na cantina quando o atirador atacou. "Eu estava em estado de choque completo e um dos meus colegas começou a me afastar. Então ouvi vários tiros em intervalos de dois ou três segundos. Depois de um tempo houve outra explosão."

Os motivos de Roslyakov permanecem obscuros. Autoridades afirmam que o aluno do quarto ano teria desenvolvido “uma atitude hostil em relação à faculdade”. A RBC TV da Rússia entrevistou um amigo que disse que Roslyakov “odiava muito a escola técnica” e prometeu “vingança” a seus professores. Colegas de classe também dizem que ele era muito tímido, dificilmente se comunicava com alguém, e há muito tempo parou de usar as redes sociais.

Roslyakov recebeu recentemente uma permissão para manusear e comprar armas de caça. Com essa permissão ele teria tido acesso ao fuzil usado.  

O caso chegou a ser investigado como um atentado terrorista, mas agora é tratado como um ataque em massa. O presidente russo, Vladimir Putin, qualificou o ataque como uma tragédia e ofereceu condolências às famílias das vítimas. 

Ataques em massa não são incomuns na Rússia. Segundo a polícia, Houve cinco ataques em escolas na Rússia este ano, e várias crianças ficaram feridas. O tiroteio na escola politécnica de Kertch foi o pior até hoje. 

A Rússia anexou a região da Crimeia da Ucrânia em 2014, desencadeando condenação internacional e sanções do Ocidente. A cidade de Kertch é o ponto da península onde há uma ponte que liga a Crimeia à Rússia. Putin inaugurou a estrutura em maio deste ano. / REUTERS, AFP, AP e EFE

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