Aluno atirou 69 vezes em massacre na Finlândia

Garoto que matou 8 pessoas tentou incendiar a escola e tinha quase 400 balas em seu poder

AP e Efe, Helsinque, O Estadao de S.Paulo

09 de novembro de 2007 | 00h00

A polícia finlandesa informou ontem que o garoto Pekka-Eric Auvinen, de 18 anos, que na quarta-feira matou oito pessoas em uma escola de Tuusula e suicidou-se em seguida, disparou 69 vezes de maneira aleatória antes de tentar incendiar o colégio. "No local foram encontrados 69 cartuchos", disse Jan Olof Nyholm, investigador da polícia local, que afirmou que o estudante tinha em seu poder um total de 389 balas. A polícia informou ainda que as oito vítimas - quatro garotos, duas meninas, a enfermeira e a diretora da escola - foram mortas ou com tiros na cabeça ou acima da cintura. Algumas das vítimas de Auvinen receberam até 20 disparos.Os agentes encontraram ainda líquidos inflamáveis no segundo andar da escola, o que indicaria que o garoto teria tentado incendiar o prédio. Os policiais também descobriram que Auvinen deixou uma nota de suicídio. No bilhete, o estudante despediu-se da família e repetiu as mesmas reivindicações que havia feito no vídeo postado no YouTube no dia anterior à tragédia.O detetive Tero Haapala, um dos responsáveis pela investigação, disse que não havia ligação direta entre as vítimas e o assassino, o que indica que ele não sabia em quem estava atirando. "Podemos afirmar que o motivo do crime ainda está em aberto, mas a explicação mais plausível pode ser encontrada em seus textos na internet", disse Haapala.De acordo com colegas e professores, o jovem Pekka-Eric Auvinen era considerado um aluno brilhante e apaixonado pela história das revoluções, principalmente a russa - os investigadores acham que a data escolhida por ele, 7 de novembro, tenha relação com os 90 anos da tomada do poder pelos bolcheviques, em 1917. Admirador de Hitler e Stalin, não escondia de ninguém a paixão também pelas armas de fogo. Outro detalhe considerado importante pela polícia, e que pode ajudar a encontrar os motivos da chacina, foi a revelação de alguns alunos e professores de que Auvinen era constantemente humilhado pelos colegas de escola.LUTOCom bandeiras a meio mastro e velas acessas nos arredores do colégio Jokela, local da tragédia, a Finlândia prestou ontem homenagens às vítimas. A presidente do país, Tarja Halonen, participou de uma missa celebrada para os mortos no massacre. A escola foi isolada pela polícia e permanecerá fechada - e sem previsão de reabertura - até segunda-feira.

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