EFE
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Alunos de escola alemã fazem memorial para colegas mortos em queda de avião

Dois professores e 16 estudantes voltavam para a Alemanha após fazerem um curso de intercâmbio na Espanha 

O Estado de S. Paulo

24 de março de 2015 | 17h17

HALTERN AM SEE, ALEMANHA - Alunos e professores de uma escola de segundo grau de uma pequena cidade da Alemanha ficaram em luto ao saber que 16 estudantes e dois professores da instituição estavam a bordo do avião da Germanwings que caiu na França nesta terça-feira, 24, a caminho de Duesseldorf.

Os alunos da escola Joseph-Koenig-Gymnasium estavam voltando para a Alemanha depois de passar uma semana no Institut Giola, em Llinars del Vallès, perto de Barcelona, na Espanha, em um programa de intercâmbio.

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Foi uma recíproca à visita de 12 estudantes espanhóis que passaram o mesmo período de tempo em sua escola em dezembro passado. "Era um programa de intercâmbio de língua espanhola e eles estavam voando para casa depois do que provavelmente foi o momento mais maravilhoso de suas vidas", disse Sylvia Loehrmann, secretária da Educação do Estado da Renânia do Norte-Westfália.

"É tão trágico, tão triste, tão incompreensível", declarou. A maioria dos alunos tinha cerca de 15 anos de idade.

O Airbus operado pela Germanwings, braço da companhia aérea alemã Lufthansa que oferece voos mais baratos, caiu nos Alpes Franceses, com 150 pessoas a bordo, sendo 144 passageiros e seis tripulantes.

O prefeito da cidade de Haltern am See, Bodo Klimpel, afirmou que a notícia sobre os relatos de que um avião saído de Barcelona tinha desaparecido se espalhou rapidamente pela escola e os alunos começaram a pesquisar por conta própria para tentar saber mais sobre o destino do voo.

"Então, quando o avião não pousou e eles não conseguiram entrar em contato com seus amigos e colegas de classe pelo celular, deduziram que o pior tinha acontecido", disse o prefeito. "Os alunos foram informados de que era grande a probabilidade de que o avião não iria pousar em Duesseldorf", relatou. "Aí as aulas foram canceladas."

Os estudantes foram mandados para casa, mas muitos voltaram de tarde com velas para ficarem juntos na escola e montaram um memorial.

"É o dia mais sombrio da história desta cidade", disse Klimpel, acrescentando que mesmo assim alguns pais foram de carro ao aeroporto e alguns até a escola. "Estamos em estado de choque. É a pior coisa que se poderia imaginar."

Ele informou que a escola ficará aberta na quarta-feira, mas não haverá aulas normais. "Será uma chance para os alunos conversarem sobre essa coisa horrível que aconteceu."

A cidade fica cerca de 30 quilômetros ao norte de Dortmund e Gelsenkirchen, sedes de dois grandes times de futebol alemães, e cerca de 50 quilômetros ao norte de Duesseldorf.

A igreja de Sixtus, que fica próxima, e outra igreja local abriram as portas para os estudantes, professores e moradores da região em luto e bandeiras foram hasteadas a meio mastro na cidade de 37 mil habitantes.

O prefeito da cidade espanhola de Llinars del Valles, Marti Pujol, disse que intercâmbios como este vinham sendo organizados há vários anos com cidades alemãs, inclusive nas regiões de Duesseldorf, Colônia e Hamburgo. "Todo o vilarejo está arrasado", comentou Pujol a respeito da comunidade de nove mil habitantes. "As famílias se conheciam, os pais se despediram deles às seis da manhã." /REUTERS

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