REUTERS/Nacho Doce
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Amazonas e São Paulo receberão primeiros refugiados venezuelanos de Roraima

Comitê Federal de Assistência Emergencial,  que trata da crise dos refugiados venezuelanos,  deve custar aos cofres públicos inicialmente R$ 70 milhões

Carla Araújo, O Estado de S.Paulo

21 Fevereiro 2018 | 18h03

BRASÍLIA - O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, afirmou nesta quarta-feira, 21, em coletiva no Palácio do Planalto, que a transferência de refugiados venezuelanos que estão em Roraima para outros Estados deve começar em 15 dias. Amazonas e São Paulo serão os primeiros a receber os imigrantes.

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 Ainda de acordo com o ministro,  o Comitê Federal de Assistência Emergencial,  que trata da crise dos refugiados venezuelanos,  deve custar aos cofres públicos inicialmente R$ 70 milhões. Uma das primeiras ações deve ser a construção de dois abrigos - um em Boa Vista e um Pacaraima - para que seja feita a triagem dos refugiados. Segundo ele, é preciso vencer "essa invasão”. 

De acordo com a subchefe de Articulação e Monitoramento da Casa Civil, Natalia Marcassa de Souza,  São Paulo deve receber cerca de 350 refugiados e o Amazonas, 180.

Padilha disse ainda que a Casa Civil vai cuidar dos detalhes logísticos das operações, mas que o comando foi entregue ao Ministério da Defesa, “na pessoa do general de brigada, Eduardo Pazuello”.  O ministro disse que o governo tem a intenção de deslocar os imigrantes para outras áreas do país, mas salientou que isso só pode ser feito com aqueles que têm condições e o desejo de serem transferidos.

A Casa Civil informou ainda que já estão sendo feitas ações de ordenamento de fronteira, lembrou que já há vacinação sendo aplicada nos venezuelanos e também acolhimento imediato para os primeiros socorros. Natália destacou também que a Polícia Federal iniciou esta semana o registro de quem já entrou no país para que se tenha um registro e um perfil mais adequado da população. A estimativa é que já tenham entrado no Brasil cerca de 40 mil venezuelanos.

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Triagem

 Padilha destacou que é preciso identificar exatamente o perfil dos imigrantes e ressaltou que alguns vem para o Brasil não para permanecer, apenas para receber benefícios como o Bolsa Família. Segundo Padilha, há diferentes perfis dos que buscam abrigo no Brasil. “Tem os que vem buscar comida para família, ou medicamentos ou tratamento de saúde; as pessoas que vieram para ficar ali na região, especialmente famílias indígenas, e aqueles que querem se internalizar para cidades onde possam ter ocupação", destacou o ministro.

Participaram desta primeira reunião do Comitê: Gilson Libório, Secretário-Executivo (suplente) do Ministério da Justiça e Segurança Pública; Almirante Ademir Sobrinho, Chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (suplente) do Ministério da Defesa; Aloysio Nunes, Ministro das Relações Exteriores; Mendonça Filho, Ministro da Educação; Helton Yomura, ministro interino do Trabalho; Osmar Terra, Ministro do Desenvolvimento Social; Ricardo Barros , Ministro da Saúde; Dyogo Oliveira, Ministro do Planejamento; Helder Barbalho, Ministro da Integração Nacional; Gustavo do Vale Rocha, ministro interino dos Direitos Humanos; Sérgio Etchegoyen, Ministro-Chefe do Gabinete de Segurança Institucional.

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