Ambientalistas destroem plantação na Bélgica

Ambientalistas invadiram um campo de pesquisa de batatas geneticamente modificadas na Bélgica hoje, rompendo um cordão de segurança numa ação que deixou alguns policiais e manifestantes feridos, de acordo com autoridades e organizadores.

MARCÍLIO SOUZA, Agência Estado

29 de maio de 2011 | 16h03

A polícia deteve cerca 40 pessoas que participaram do "Movimento de Libertação dos Campos", que teve como objetivo destruir o campo de pesquisa localizado na cidade de Wetteren, no noroeste do país, de acordo com a agência de notícias Belga.

Cerca de dez policiais ficaram levemente feridos no confronto, de acordo com a polícia, enquanto os organizadores afirmaram que oito pessoas do seu lado foram tratadas com violência. Mais de 200 pessoas participaram do protesto, mas poucas conseguiram atravessar as cercas e o cordão policial que protegia o campo, disse Franciska Soler, que esteve na manifestação. "Um certo número de plantas foi destruído", contou.

Apenas duas plantações de alimentos geneticamente modificados são autorizadas em solo europeu - uma de milho para alimentação de animais e outra de batata para a produção de papel. Uma pesquisa conduzida pela Comissão Europeia no mês passado mostrou que 13 dos 27 países membros da União Europeia não veem benefícios em alimentos geneticamente modificados. As informações são da Dow Jones.

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