Pablo Martinez Monsivais/AP
Pablo Martinez Monsivais/AP

Ambientalistas vão aos tribunais lutar contra decreto de Trump

Analistas do setor energético questionaram se as medidas terão grande efeito e ambientalistas as classificaram como negligentes

O Estado de S.Paulo

29 de março de 2017 | 03h46

CHICAGO - Grupos ambientalistas que contrataram muitos advogados nos últimos meses estão preparados para ir aos tribunais lutar contra o decreto do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que elimina muitas restrições na produção de combustíveis fósseis e volta atrás nos planos de Barack Obama para frear o aquecimento global. 

Advogados disseram que planejam trabalhar juntos para mobilizar uma revolta contra a ordem assinada na terça-feira, 28, que inclui, entre outras medidas, uma revisão nos planos de Obama para restringir a emissão de carbono das usinas de energia. O decreto também rescindiu uma proibição à exploração de carvão em terras federais, reverter regras para a contenção de emissões de gás metano resultantes da produção de gás e petróleo e reduzir o peso da mudança climática nas avaliações federais de novas regulações. 

Trump já chamou o aquecimento global de um "embuste" inventado pelos chineses e disse na campanha que iria acabar com os planos climáticos de Obama, trazendo de volta empregos do setor do carvão. "Isso não é o que muitas pessoas elegeram Trump para fazer; as pessoas apoiam ações climáticas", afirmou David Goldson, diretor do Conselho de Defesa dos Recursos Naturais, apontando as ações como "míopes" e dizendo que não trarão de volta os empregos prometidos. 

Enquanto Republicanos culpam as regulações ambientais da administração Obama pela perda dos empregos do carvão, dados do governo mostram que minas estão perdendo vagas por décadas sob o governo de presidentes dos dois partidos. Os motivos seriam a automação e a competição com o gás natural. Painéis solares e turbinas de vento, que atualmente podem produzir energia sem emissão de carbono, também são mais baratos que queimar carvão. 

Mas muitas pessoas no país do carvão estão contando com os empregos que Trump prometeu, e a indústria elogiou o decreto. "As ações são bem-vindas após a estratégia da administração anterior de tornar a energia mais cara por meio de regulações que destruíram empregos e estrangularam nossa economia", disse o presidente da Câmara de Comércio do país, Thomas Donohue. / REUTERS

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