Ambulâncias em casas noturnas causam polêmica em NY

Algumas casas noturnas de Manhattan contrataram ambulâncias particulares para levar aos prontos-socorros os clientes com overdose de drogas, para evitar o serviço de atendimento especializado da cidade, conhecido como 911, e burlar a vigilância da polícia.A prática foi denunciada já no ano passado por enfermeiras do pronto-socorro do Hospital St. Vincent, em Manhattan.Elas notaram que um grande número de jovens com overdose chegava durante as noites do fim de semana, muitas vezes trazidos por ambulâncias particulares. Segundo as denúncias, vários pacientes não tinham recebido os cuidados adequados e alguns estavam em condições tão precárias que sua respiração precisava ser feita por aparelhos. O vereador Rudy Washington disse, na terça-feira, que está indignado. "O uso de ambulâncias privadas torna difícil saber quantas pessoas são hospitalizadas e dificulta o trabalho da polícia, que não é informada por essas empresas." Alguns procuradores investigam o consumo de drogas nos clubes e tentam confirmar se as ambulâncias são usadas para driblar a polícia. Muitos dos casos registrados ocorreram num clube de Chelsea que a prefeitura tenta fechar, sob o argumento de que seria um mercado de drogas. No último verão, um estudante de medicina passou mal na pista de dança do Twilo. No Hospital St. Vincent, foi diagnosticada morte por overdose.Serviço - Suzanne Pugh, diretora do St. Vincent, afirmou que está preocupada tanto com o número de pacientes em estado grave por uso de drogas - de quatro a cinco pessoas por noite em fins de semana, o dobro do ano anterior -, quanto com o serviço das equipes de ambulâncias particulares, principalmente da MetroCare Ambulance, a maior empresa privada do setor no Estado.Mais informações

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