Ameaça a Pyongyang eleva tensão na Ásia, avalia China

Os Estados Unidos, Japão e Coreia do Sul não deveriam "ameaçar" Pyongyang se quiserem aliviar as tensões regionais, declararam meios de comunicação estatais chineses hoje, após a visita do líder norte-coreano Kim Jong Il ao país.

AE, Agência Estado

31 de agosto de 2010 | 17h02

Kim disse ao presidente Hu Jintao que seu país deseja retornar às negociações nucleares e reduzir as tensões. A declaração foi feita durante sua viagem de cinco dias ao nordeste da China, encerrada ontem, informou a televisão chinesa.

"Vivendo nas sombras da Coreia do Sul, do Japão e dos Estados Unidos, a Coreia do Norte tem de se aquietar para se proteger de ameaças militares e de ameaças de infiltração política e cultural", segundo o Global Times.

Aparentemente, a visita de Kim à China teve também como foco a situação econômica do país, além da tentativa de conferir legitimidade a uma eventual transferência de poder ao seu filho mais novo, Kim Jong Eun.

Kim visitou instalações industriais e inspecionou trens de alta velocidade em sua visita coberta de mistério a várias cidades chinesas, indicando que ele pode estar procurando formas de impulsionar a economia norte-coreana, disseram os meios de comunicação chineses.

Ontem, os Estados Unidos impuseram novas sanções a Pyongyang na forma de congelamento de ativos e proibições de viagem, aumentando a pressão depois do naufrágio de um navio de guerra sul-coreano em março, do qual a Coreia do Norte é acusada. As informações são da Dow Jones.

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