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Ameaça coreana faz Japão antecipar instalações de defesa

O Japão instalou um ano antes do programado seu primeiro sistema interceptor de mísseis em uma base militar ao norte de Tóquio para proteger a capital, em medida atribuída ao temor da ameaça norte-coreana.A construção de um escudo antimísseis balísticos no Japão foiiniciada em outubro, com a colocação de mísseis Patriot na cidade de Okinawa (sul), mas na ocasião a instalação foi feita na base americana na ilha.A instalação de duas plataformas de lançamento Patriot Advanced Capability-3 (PAC-3) na base de Iruma, da cidade de Saitama, ao norte de Tóquio, foi acelerada após o lançamento de vários mísseis pela Coréia do Norte em julho, segundo a agência japonesa Kyodo.As plataformas de lançamento de mísseis Patriot, que servirãopara interceptar projéteis dirigidos a Tóquio e suas imediações,representam um aumento na troca de informações entre os Exércitos dos Estados Unidos e do Japão.O aumento na cooperação das forças armadas dos dois países, que já atuam de maneira complementar em vários aspectos, levantou dúvidas no Japão.De acordo com algumas críticas divulgadas pela Kyodo, aintegração entre os Exércitos americano e japonês poderia contrariar a Constituição pacifista do Japão, que desde a Segunda Guerra Mundial (1939-45) proíbe o país de participar de sistemas coletivos de defesa e conflitos internacionais.CooperaçãoO general Toshio Tamogami enfatizou nesta sexta a importância da cooperação japonesa com os EUA e acrescentou que a integração deveria ser feita não apenas quanto ao material defensivo, mas também aos exercícios militares conjuntos.O ministro da Defesa japonês, Fumio Kyuma, afirmou hoje que ogoverno continuará avançando nos planos defensivos relativos aos mísseis e ressaltou a importância de ter iniciado a instalação dos Patriot "antes do fim do ano fiscal (no dia 31)", um ano antes do previsto inicialmente.Nesta sexta, quando dez caminhões transportando as plataformas de lançamento e um sistema de radar chegavam à base de Iruma, trinta membros de grupos cívicos protestaram contra a instalação, pois, segundo eles, o objetivo dos mísseis é unicamente o de proteger as bases americanas no Japão.Por outro lado, Tóquio continuará no fim do ano a equipar osnavios Aegis da Marinha do país com interceptores StandardMissile-3.DefensivasO Aegis dispara um projétil para interceptar mísseis inimigosquando estes ainda estão fora da atmosfera e, em caso de falha, o sistema de defesa entra em uma segunda fase com o PAC-3, que será disparado da terra.Cada plataforma de lançamento PAC-3 pode carregar 16 mísseis e cobre um raio de vários quilômetros.Até 2010 o Japão planeja a instalação de um total de 30plataformas de lançamento PAC-3 em dez localizações diferentes, em bases cobrindo o centro e o sul do arquipélago, além de quatro navios Aegis com o sistema SM-3.O país reservou cerca de 580 bilhões de ienes (US$ 4,833 bilhões) dos Orçamentos do Estado para gastos relacionados aos mísseis. A movimentação defensiva do Japão foi iniciada apesar do acordo assinado pelo país em 13 de fevereiro juntamente com as duas Coréias, China, Rússia e EUA para o desmantelamento dos programas nucleares de Pyongyang.A preocupação com o regime norte-coreano também motivou na semana passada a aprovação por parte do Governo japonês de uma diretriz que permitirá uma resposta rápida a um ataque com mísseis balísticos.Segundo o plano, o ministro da Defesa poderá emitir uma ordempara interceptar mísseis sem a aprovação do primeiro-ministro quando existirem suspeitas de lançamento de projéteis contra o Japão. Desde a chegada ao poder do atual primeiro-ministro, Shinzo Abe, o Japão se mostrou mais ativo em seu potencial defensivo, com reformas como a elevação à categoria de Ministério da antiga Agência de Defesa.Durante décadas o poder militar japonês foi muito limitado poruma Constituição pacifista do país, escrita pelos americanos, após o fim da Segunda Guerra Mundial.

Agencia Estado,

30 de março de 2007 | 12h05

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