Ameaça da OLP e guerra causaram emigração

A história dos judeus libaneses é um pouco diferente da dos vizinhos árabes. A população judaica cresceu, em vez de diminuir, após a criação de Israel em 1948. De 7 mil, subiu para 17 mil, segundo Roni Chatah, da Universidade Americana de Beirute, que prepara um livro sobre o assunto. Segundo ele, os judeus sírios preferiam viver no ambiente francófono libanês, com uma grande população cristã, com quem eram integrados, do que em Israel, onde não se sentiam próximos dos judeus asquenaze (europeus). No fim dos anos 50, havia 22 mil judeus em Beirute.Mas, com a chegada da Organização Para a Libertação da Palestina (OLP), nos anos 60, eles começaram a se sentir perseguidos e a emigrar. Em 1970, eram apenas 1 mil. Quando começou a guerra civil, em 1975, diminuiu para 500. O restante partiu após a ocupação de Israel, incluindo o rabino. Ficaram apenas os que não tinham condições financeiras de emigrar ou os mais velhos. Ainda assim, há 5 mil judeus com direito a voto no Líbano.O jovem libanês-americano radicado no Canadá Aaron Micael Beydoun, que é muçulmano, lançou o projeto Judeus do Líbano com o qual tenta montar uma espécie de arquivo na internet sobre o passado dos judeus libaneses.

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