Ameaça de erupção do Kelud prejudica economia na Indonésia

Café, cana-de-açúcar, cravo, pinhas e papaia são cultivados nos férteis terrenos da encosta do Kelud

Efe

24 de outubro de 2007 | 05h05

Os trabalhadores das plantações de café e pinhas próximas ao vulcão Kelud, na região de Java Oriental, começaram a abandonar as instalações, temendo uma erupção, informou a imprensa indonésia nesta quarta-feira, 24.   Algumas empresas, como a cafeteira PT Tjandi Sewu, estão sofrendoperdas econômicas diárias de mais de US$ 500 mil, segundo o jornal  The Jakarta Post.   Yohannes Slamet, chefe da plantação de 650 hectares dacorporação, cuja plantação fica a cinco quilômetros do vulcão, disse que além disso precisa continuar pagando os salários de empregados que não podem trabalhar.   Apesar disso, alguns deles desafiam a proibição das autoridades e vão ao trabalho todos os dias, acrescentou.   Café, cana-de-açúcar, cravo, pinhas e papaia entre outros produtos, são cultivados nos férteis terrenos da encosta do Kelud.   O vulcão, de 1.713 metros de altura, é considerado um dos 10 maisperigosos do mundo. A sua última erupção foi em 1990, quando matou 16 pessoas. No último fim de semana, as autoridades elevaram o nível de alerta e removeram cerca de 100 mil dos 350 mil moradores das povoações num raio de 10 quilômetros da cratera.   O monte, situado numa área escarpada e despovoada, é também um importante destino turístico, por suas belas paisagens, e muito popular entre os alpinistas.

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