Ameaça no nível do 11 de Setembro fez EUA emitirem alerta, diz senador

Terror. Republicano Saxby Chambliss, membro do Comitê de Inteligência do Senado, diz que conversas interceptadas entre terroristas são parecidas com as obtidas em 2001; Washington fecha 22 embaixadas e consulados no Oriente Médio e Norte da África

WASHINGTON, O Estado de S.Paulo

05 de agosto de 2013 | 02h07

A suspeita de um possível ataque da Al-Qaeda, que levou ao fechamento de embaixadas dos EUA no Oriente Médio ontem, é a mais grave em anos e as conversas entre terroristas captadas pela inteligência americana são semelhantes às interceptadas antes dos atentados de 11 de setembro de 2001.

As informações foram dadas pelo senador republicano Saxby Chambliss, membro da Comissão de Inteligência do Senado dos EUA, durante o programa Meet the Press, da rede NBC. "Há uma enorme quantidade de comunicação lá fora", disse Chambliss. "Comunicação significa conversas entre terroristas sobre planos (de ataque) em curso - algo muito similar ao que vimos antes do 11 de Setembro. Essa é a mais séria ameaça que eu vi nos últimos anos."

A medida de fechar missões diplomáticas, adotada pelo presidente Barack Obama, ganhou elogios de outros republicanos. "O governo agiu de forma correta após o completo fracasso de Benghazi", disse o senador Lindsey Graham, em referência ao ataque ao consulado dos EUA em 2012, quando morreram quatro pessoas, incluindo o embaixador Chris Stevens.

No fim de semana, os EUA anunciaram que fechariam temporariamente 22 embaixadas e consulados e emitiram um alerta de viagens informando que a Al-Qaeda pode estar planejando ataques em agosto, especialmente no Oriente Médio e no Norte da África. A ameaça também levou países europeus a fecharem embaixadas.

O chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas dos EUA, o general Martin Dempsey, afirmou ontem que a ameaça terrorista captada pelos militares é "mais ampla" e seria dirigida contra "interesses ocidentais", e não apenas alvos americanos. / REUTERSe AP

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