Ameaça telefônica a Bush pode não ter existido

A ameaça telefônica que obrigou o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, a escapar a bordo do avião presidencial Air Force One e abrigar-se em uma base militar na manhã dos atentados do dia 11 pode não ter existido. A Casa Branca havia justificado o desaparecimento do presidente naquele dia, assegurando que ele havia recebido uma ameaça para ser levada a sério. Supostamente, alguém telefonou para a residência oficial para advertir que Bush estava na mira dos terroristas.O vice-presidente, Dick Cheney, havia aconselhado Bush, que estava na Flórida, a não voltar à Casa Branca naquele dia. Agora, fontes da Casa Branca estão admitindo que não há provas de que a ameaça telefônica tenha existido realmente. Um funcionário disse que a confusão teria surgido por parte de alguns agentes do serviço secreto, que interpretaram de forma errada informações de empregados da residência oficial e acreditaram que a Casa Branca ou o Air Force One poderiam ser alvos de ataques terroristas. Vários órgãos de imprensa norte-americana criticaram Bush por seu repentino desaparecimento justamente no dia dos ataques contra o Pentágono, em Washington, e o World Trade Center, em Nova York.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.