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Ameaças americanas à Rússia são inaceitáveis, diz Moscou

Moscou diz que controle militar sobre a Crimeia visa proteger cidadãos russos na região

O Estado de S. Paulo,

03 de março de 2014 | 11h13

GENEBRA - Em meio à expansão do controle russo sobre a Península da Crimeia, na Ucrânia, O Ministério das Relações Exteriores russo afirmou nesta segunda-feira que os comentários recentes do secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, contêm ameaças contra a Rússia e são inaceitáveis.

"Consideramos as ameaças relativas à Rússia expressadas pelo secretário de Estado John Kerry com relação aos últimos acontecimentos na Ucrânia e na Crimeia inadmissíveis", disse a chancelaria por meio de nota. A chancelaria ainda criticou o que chamou de "linguagem da Guerra Fria" da diplomacia americana e diz que o Ocidente fecha os olhos perante a "russofobia e antissemitismo" dos manifestantes que tomaram o poder na Ucrânia.

Kerry condenou no domingo o que chamou de "incrível ato de agressão" da Rússia na Ucrânia, depois que forças russas tomaram o controle da região da Crimeia e o Parlamento deu ao presidente russo, Vladimir Putin, autorização para o envio de militares à Ucrânia.

Mais cedo, o chanceler russo, Sergei Lavrov, disse que o controle militar sobre a Península da Crimeia, região estratégica para o Kremlin no sul da Ucrânia, é necessário para proteger cidadãos russos que vivem na região. O diplomata também afirmou que o uso de tropas é necessário até a normalização da situação e pediu ao governo interino de Kiev que aceite um acordo de transição que prevê um governo de unidade.

"Estamos falando sobre a proteção de nossos cidadãos e compatriotas, de seu direito mais fundamental: o de viver. Nada mais", disse Lavrov durante sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU em Genebra. "Os mesmos que os ameaçam com sanções e boicotes e falam de agressão são os que encorajam as forças políticas (ucranianas) a renunciar ao diálogo." / AP e REUTERS

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