Ameaças anteriores a 11/9 eram vagas, diz Rice

No testemunho à comissão que investiga os atentados de 11 de Setembro de 2001, Condoleezza Rice, conselheira de segurança do governo Bush, afirmou que as ameaças antes dos ataques não eram específicas. O governo teria recebido informações sobre um possível ataque alguns meses antes do ocorrido, mas não se sabia quando, onde ou quem poderia perpetrá-los.Segundo seu depoimento, se houvesse algo que poderia ter evitado os ataques terroristas, seria uma "melhor rede de informações sobre ameaças de atentados dentro dos Estados Unidos". Ela explicou que estruturas e impedimentos legais evitaram o compartilhamento de informações entre as agências de inteligência e de aplicação da lei, como a CIA e o FBI.Ainda, ela afirmou que o presidente George W. Bush tinha uma ampla agenda de política externa: "tivemos que mudar nossa política em relação ao Iraque e lidar com crises ocaionais. Havia outras prioridades: Coréia do Norte, Oriente Médio". Rice acrescentou que "um das prioridades da política de segurança da administração Bush não era Rússia, mísseis de defesa ou o Iraque, mas a eliminação da Al-Qaeda. Decidimos dar continuidade à política do governo Clinton nesse sentido".A conselheira também explicou que a possibilidade de aviões serem utilizados como armas não foi levantada pelas equipes de segurança, mas também não foi descartada. "Temos centenas de informações. Dependemos dos serviços de inteligência para sabermos o que é relevante, baseado em fonte segura, e o que é especulação. Não me lembro de qualquer informação ou alerta de que aviões seriam utilizados como armas", disse.

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