América Latina elogia decisão de líder cubano

A decisão de Fidel Castro de se afastar do poder em Cuba foi bem recebida pela maioria dos governos da América Latina. No entanto, os líderes latinos com ideário mais próximos de Fidel não haviam se pronunciado sobre a renúncia do cubano até o fim da tarde de ontem.O silêncio de Hugo Chávez, da Venezuela; de Rafael Correa, do Equador; e de Daniel Ortega, da Nicarágua, é significativo comparado à grande quantidade de comentários feitos no mundo todo após o anúncio da decisão.O presidente boliviano, Evo Morales, foi a única exceção. "A decisão que o presidente de Cuba tomou me impressionou", disse Evo. "A família revolucionária sentirá a ausência de um comandante, de um presidente, de um antiimperialista que deu a vida a seu povo para libertá-lo."Na Venezuela, principal aliado de Fidel na região, a notícia foi comentada pelo ministro de Comunicação, Andrés Izarra. "Começamos o programa anunciando a renúncia do comandante Fidel Castro à presidência de Cuba, de tal forma que se abre para esse país um novo processo em sua estrutura revolucionária. Daqui, te mandamos um abraço, Fidel", disse Izarra, na abertura de um programa de rádio. O chanceler Nicolás Maduro afirmou que Fidel cumpriu sua "missão com a humanidade".O chanceler nicaragüense, Samuel Santos, foi o único integrante do governo de Ortega a comentar a decisão. "Esse homem foi e ainda é uma das maiores personalidades que a história da humanidade já teve", disse Santos.Os governos da Argentina e do Chile também comentaram a decisão, afirmando que esperam que a transição de poder na ilha seja pacífica. Apesar de não serem tão próximos de Havana, os dois países têm governos inclinados para a esquerda.AFP E EFE

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