América Latina se compromete em erradicar trabalho infantil

Mais de 100 especialistas e autoridades devários países da América, Europa e Ásia, que participaram do Encontro Internacional Pró-Criança, em Quito, se comprometeram a acabar com o trabalho infantil na América Latina antes do ano 2020. O encontro, que começou na segunda-feira, terminou na quarta-feira com uma declaração final estabelecendo seis eixos de ação para promover ações que acabem com o trabalho infantil, de forma gradual, nos próximos 13 anos. Foi sugerido aos governos da região "aprofundar o diálogo social" entre o setor público, privado, sindicatos e empresários com o objetivo de aplicar "políticas ativas contra otrabalho infantil" e "melhorar a mobilização de recursos". Os participantes também pedem aos chefes de Estado e de governo, que se reunirão na próxima Cúpula Ibero-Americana, que avaliem a situação do trabalho infantil nos seus países. Dosempresários, eles exigiram procedimentos "para prevenir qualquer forma de trabalho infantil nas empresas". Outra recomendação do texto final da reunião aos Estados latino-americanos é aproveitar parte dos recursos recebidos da cooperação internacional em "mecanismos de prevenção e de reinserçãosocial" das crianças trabalhadoras. O encontro de Quito reuniu autoridades e especialistas da Argentina, Brasil, Colômbia, Chile, Costa Rica, Equador, ElSalvador, Espanha, Estados Unidos, Guatemala, Índia, México, Nicarágua, Panamá, Peru, Uruguai e Venezuela.

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