REUTERS/Vicente Gaibor del Pino
REUTERS/Vicente Gaibor del Pino

América Latina supera marca de 30 mil casos confirmados de covid-19

Avanço do novo coronavírus tem afetado migração entre países e evidenciado falta de infraestrutura da região

Redação, O Estado de S.Paulo

06 de abril de 2020 | 10h25

A pandemia do novo coronavírus, que começou na Ásia e teve efeitos devastadores na Europa e nos Estados Unidos, continua a crescer a América Latina. O número de casos confirmados na região superou a marca de 30 mil, com mais de 1 mil mortes registradas.

Apesar dos efeitos previstos, tendo em vista o impacto causado em outros continentes, a propagação do vírus teve efeitos muito particulares na região. A falta de infraestrutura, o menor poderio econômico e as disputas políticas - entre países e no âmbito interno - revelaram novos impactos provocados pela pandemia.

No Equador, por exemplo, 1 mil caixões de papelão foram distribuídos em Guayaquil, em razão do colapso dos serviços funerários do país. Imagens de corpos jogados nas ruas ou sendo guardados em casa chocaram o mundo durante a semana passada.

O vírus também teve consequências migratórias. A Venezuela, que vem acompanhando a saída de milhões de pessoas do país em razão da crise econômica e política enfrentada pelo regime de Nicolás Maduro nos últimos anos, agora vê o fenômeno oposto acontecer. Imigrantes que haviam se mudado para a Colômbia estão cruzando a fronteira e voltando por causa da pandemia.

Somando todos os países da região, um terço dos casos confirmados está no Brasil. O maior país da América do Sul tinha, até este domingo, 11.130 casos confirmados e 486 mortes por covid-19, que também é o maior númeroaté o momento.

Na América Central, situações envolvendo mais de um país estão em foco, enquanto cada um tenta adotar suas próprias medidas. No domingo, 5, autoridades da Costa Rica informaram que estudam ações internacionais contra a Nicarágua. O país acusa o regime de Daniel Ortega de não estar adotando as medidas necessárias frente à pandemia. Nicarágua é o único da América Central que não ordenou medidas de isolamento social.

Já o governo da Guatemala fez um pedido para que os Estados Unidos reduzam a quantidade de pessoas deportadas por voo enviado ao país. A medida foi tomada após dois migrantes expulsos em um voo serem diagnosticados com coronavírus.

Para além das questões transnacionais, o avanço da pandemia tem causado uma maior preocupação pela falta de infraestrutura dos países da região. O novo coronavírus evidenciou, por exemplo, que fazer a higiene das mãos é um privilégio em algumas partes. /Com informações da AFP.

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