América Latina também tem campos minados

Quando se pensa em minas terrestres, logo vem à mente a imagem de pessoas amputadas em vilarejos africanos ou em locais como o Afeganistão. No entanto, latino-americanos de 13 países - além das Ilhas Malvinas - também sofrem com esse perigo alojado no subsolo. O problema mais grave está na Colômbia, que lidera o ranking de nações com novas vítimas de minas. Por dia, uma média de três colombianos perdem um membro com a explosão de uma delas. Em 2007, foram 226 mortes e 880 feridos, segundo o instituto Landmine Monitor. A área rural é a mais afetada, com 96% dos acidentes. Isso porque é lá que atuam os guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), que usam amplamente o que chamam de "a arma dos pobres". As minas também são usadas por outra guerrilha, o Exército de Libertação Nacional. Outra região contaminada é a Terra do Fogo, arquipélago no extremo sul do continente. Soldados chilenos enterraram minas na área durante uma disputa de fronteiras com a Argentina pelo Canal de Beagle. No total, há oito grandes áreas com mais de 5 mil minas nas ilhas argentinas e chilenas, segundo o Landmine Monitor. A diferença em relação à Colômbia é que, por terem vastas áreas despovoadas, o número de vítimas é bem menor.Cuba também causa preocupação porque não aderiu ao Tratado de Ottawa (que bane minas terrestres). Havana alega que as minas são necessárias para defender o país de ameaças externas.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.