Kiichiro Sato / AP
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American Airlines suspende indefinidamente voos entre EUA e Venezuela

Voos já haviam sido interrompidos no dia 15 de março por motivos de segurança; decisão foi tomada pouco depois de o sindicato de pilotos da empresa recomendar seus filiados a não viajar ao país caribenho

Redação, O Estado de S.Paulo

29 de março de 2019 | 05h48

WASHINGTON - A American Airlines anunciou nesta quinta-feira, 28, a decisão de suspender indefinidamente os voos entre Estados Unidos e Venezuela, que já tinham sido interrompidos no dia 15 de março por motivos de segurança.

"Tomamos a difícil decisão de suspender indefinidamente o serviço para a Venezuela", afirmou a companhia em um comunicado.

A American Airlines oferecia voos de Miami para Caracas e Maracaibo. No entanto, desde o dia 15 de março, decidiu suspender as operações para a Venezuela.

"Continuaremos supervisionando a situação e trabalhando também com membros de nossa equipe, lideranças sindicais e outras partes interessadas para reiniciar os serviços quando as condições forem adequadas", disse a companhia aérea em nota.

Para a empresa, que atua na Venezuela há mais de 30 anos, a decisão foi difícil, não só pela longa história no país, mas pelos 70 funcionários que vivem e trabalham em Caracas e Maracaibo. "Estamos trabalhando estreitamente com a equipe para auxiliá-los durante esse momento difícil e buscar outras oportunidades", afirmou a empresa.

A decisão de suspender temporariamente os voos para a Venezuela foi tomada pouco depois do sindicato de pilotos da American Airlines ter recomendado seus filiados a não viajar ao país caribenho. A sugestão veio após o governo americano determinar que todos os diplomatas americanos deixem a Venezuela.

A American Airlines era, até então, a única grande companhia aérea americana que mantinha os voos para a Venezuela. A United e a Delta suspenderam as operações no país em 2017. / EFE

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