REUTERS/Eduardo Munoz
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Americana Lori Berenson volta a Nova York após cumprir 20 anos de prisão no Peru

Ela foi condenada por colaborar com o grupo esquerdista Movimento Revolucionário Tupac Amaru

O Estado de S. Paulo

03 de dezembro de 2015 | 20h58

NOVA YORK - A americana Lori Berenson,  condenada a 20 anos de prisão no Peru por ajudar rebeldes esquerdistas do Movimento Revolucionário Tupac Amaru (MRTA), chegou ontem a Nova York depois de cumprir a sentença e ser expulsa do país pelo governo peruano.

Berenson, de 46 anos, chegou ao aeroporto John F. Kennedy com o filho de 6 anos, Salvador, e disse que estava grata por voltar para casa após cumprir sua sentença por colaborar nos planos do MRTA, um grupo ativo nos anos 80 e 90 no Peru, para tomar o Congresso em 1995.

Berenson passou 15 anos na prisão e os últimos 5 anos em condicional, depois de pedir uma redução de pena argumentando bom comportamento. Apesar de não ter cometido atos violentos, a ex-membro do MTRA foi condenada inicialmente por um tribunal militar à pena perpétua por atos relacionados a terrorismo e traição, sob os termos de uma severa lei anti-terrorismo.

Em razão de uma campanha internacional, a Corte Interamericana de Direitos Humanos sugeriu um novo julgamento em 2002,desta vez por um tribunal civil, que reduziu a pena a 20 anos de prisão.

"Estou muito agradecida a todos que me ajudaram. Estou muito feliz por estar com minha família", disse Berenson no aeroporto, sem fazer mais declarações.

O filho de Berenson com seu advogado, Aníbal Apari, que também era membro do MRTA, nasceu na prisão. Os dois se conheceram em 1997, quando ambos estavam presos.

Berenson deixou os estudos no Massachussets Institute of Technology (MIT) e viajou para a América Latina para se juntar a grupos esquerdistas. Ela estava entre um grande número de pessoas no Peru que estão terminando suas sentenças por crimes relacionados à guerra civil no país, na qual 69 mil pessoas morreram.

O MRTA foi derrotado e a maioria de seus membros morreu. Seu fundador, Victor Polay, ainda serve pena de prisão perpétua. / Reuters

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