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Americano adepto ao EI se declara culpado de planejar atentado contra Congresso dos Estados Unidos

Segundo o Departamento de Justiça, Christopher Lee Cornell, de 22 anos, pretendia atacar o Capitólio de Washington durante o discurso sobre o Estado da União que o presidente Barack Obama fez em janeiro de 2015

O Estado de S.Paulo

02 Agosto 2016 | 10h27

WASHINGTON - Um americano se declarou na segunda-feira perante um tribunal de Cincinnati, em Ohio, culpado de planejar um atentado contra o Congresso dos Estados Unidos em apoio ao grupo jihadista Estado Islâmico (EI), informaram fontes judiciais.

Christopher Lee Cornell, de 22 anos, pretendia atacar o Capitólio de Washington, sede do Congresso, durante o discurso sobre o Estado da União que o presidente Barack Obama fez em 20 de janeiro de 2015, segundo o Departamento de Justiça.

A informação foi divulgada em uma audiência no Tribunal de Distrito de Cincinnati, na qual Cornell admitiu sua culpabilidade após ter se declarado previamente inocente das quatro acusações formuladas pela procuradoria.

Cornell se declarou culpado por tentativa de assassinato de funcionários americanos, oferecimento de apoio material a uma organização terrorista e uma terceira acusação relacionada ao porte de armas de fogo. A procuradoria retirou a quarta acusação, requerimento para cometer um crime violento, e pedirá uma pena de 30 anos de prisão.

A juíza relatora do caso, Sanadra Beckwitch, anunciou uma audiência para o dia 31 de outubro, na qual deve ditar a sentença. Ela declarou em abril que Cornell era competente para enfrentar um julgamento, depois que seus advogados questionaram sua saúde mental.

O FBI (polícia federal americana) deteve Cornell em 14 de janeiro de 2015 no estacionamento de uma loja de venda de armas perto de Cincinnati, onde, segundo as autoridades, ele havia comprado dois fuzis de assalto M-15 e munição.

Segundo documentos judiciais, Cornell havia expressado seu respaldo à jihad (guerra santa) de maneira violenta em uma conta do Twitter sob o pseudônimo de Raheel Mahrus Ubaydah, nome muçulmano com o qual se identificou durante um período.

Além disso, Cornell supostamente publicou declarações, vídeos e outros conteúdos de apoio aos extremistas.

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Em 2015, o acusado ligou para a emissora WXIX-TV, em Cincinnati, de dentro da prisão em Kentucky na qual estava recluso. Questionado sobre seus planos caso não tivesse sido detido, Conrnell respondeu: "Teria colocado (uma arma) na cabeça de Obama, apertado o gatilho. Então teria disparado mais balas contra membros do Senado e da Câmara dos Representantes". "E teria atacado a Embaixada israelense e outros edifícios", acrescentou o réu.

Cornell, que se identificou como muçulmano, afirmou que queria atacar o Congresso pela "contínua agressão americana” contra seu povo e pelo fato de que os Estados Unidos, “especificamente o presidente Obama, querem travar uma guerra contra o EI".

O jovem assegurou que o apoio ao Estado Islâmico é amplo no território americano: "Estamos em Ohio. Estamos em cada Estado. Estamos mais organizados do que o senhor pensa", acrescentou na entrevista à emissora. / EFE

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