Americano detido por pedofilia pode ser condenado a 35 anos

Um americano que estava em companhia de três menores de idade foi detido em Cancún, no México, acusado de pedofilia e posse de pornografia infantil, podendo ser condenado a 35 anos de prisão, disse hoje à EFE uma ativista mexicana. A presidente da Associação Civil Proteja-me, Verónica Acacio Trujillo, afirmou que, se for comprovada a culpa de Kenneth Lee Dyer, detido há dois dias por suposto abuso de menores e posse de pornografia, seria um caso para "a pena máxima", de 35 anos. Agentes da Procuradoria Geral de Justiça de Quintana Roo detiveram Dyer na noite de quinta-feira. O acusado é um policial aposentado de Richmond (Califórnia, EUA). Ele estava acompanhado de três menores de idade, filhas de sua empregada doméstica. A detenção de Dyer, de 65 anos, aconteceu num luxuoso apartamento da região de Las Brisas. A Procuradoria de Defesa do Menor e da Família de Cancún havia recebido uma denúncia anônima por telefone. "Não podemos permitir que as pessoas continuem vindo a Cancún atraídas pelo turismo sexual e cometendo atrocidades" com os menores de idade mexicanos, disse Acacio Trujillo. Segundo o porta-voz da Procuradoria, Ángel López, alguém com o mesmo nome e a mesma idade, que pode ser o próprio Dyer, "foi condenado pelo mesmo crime nos EUA, cumprindo pena até 1999". López confirmou que a Polícia confiscou 68 fotos e vídeos de meninas nuas. Aparentemente, todos feitos com câmeras ocultas situadas em diferentes pontos da casa de Dyer. O suspeito de pedofilia foi levado à prisão pública municipal. Não é o primeiro caso de pedofilia e abuso de menores de idade em Cancún. O mais famoso foi o do empresário Jean Succar Kuri, que chegou a fugir para os EUA. Depois, foi capturado no estado do Arizona, onde aguarda o processo de extradição. No dia 4 de abril, o juiz federal americano David Duncan aprovou o envio do empresário para o México. Ele é acusado de articular uma rede de abusos sexuais com pelo menos 13 menores de idade, de 8 a 14 anos, que funcionou do fim dos anos 90 até 2003. O empresário de origem libanesa é apontado como o cérebro da rede de prostituição infantil e corrupção de menores, que poderia também ter ligações com a pornografia infantil.

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