Americano diz que música sobre massacre de iraquianos foi "brincadeira"

Um fuzileiro naval americano que aparece em um vídeo cantando uma música sobre o assassinato dos integrantes de uma família iraquiana disse nesta quarta-feira que o vídeo foi "apenas uma brincadeira". Segundo ele, a gravação não tem nenhuma relação com o massacre de mais de 20 civis desarmados em Haditha, em novembro do ano passado."É uma música que eu compus e não passa de algo que deveria ser engraçado, seguindo como se fosse um roteiro de filme", defendeu-se o cabo Joshua Belile, de 23 anos, em entrevista ao jornal The Daily News, de Jacksonville, na Carolina do Norte."Eu peço desculpas a qualquer pessoa que eu possa ter magoado na comunidade muçulmana. É uma música bem-humorada e não se dirige a ninguém especificamente, seja aqui ou no exterior", insistiu."Hadji Girl"Em um vídeo de quatro minutos chamado "Hadji Girl", um cantor que parece ser um fuzileiro naval recita a uma platéia agitada uma letra na qual a família de uma mulher iraquiana é massacrada depois de confrontar um fuzileiro naval.Um porta-voz militar disse na terça-feira que o Corpo dos Fuzileiros Navais está ciente da existência do vídeo e informou que o assunto está sendo investigado.Ao Daily News, Belile contou que escreveu "Hadji Girl" em setembro do ano passado, quando esteve no Iraque. O massacre em Haditha ocorreu dois meses depois. Ele disse que seus colegas gostaram da música e o levaram ao palco para cantá-la.Alguém gravou a apresentação e a publicou na internet. Mas a filmagem não se encontra mais no endereço onde foi inicialmente colocada.A música conta a história de um fuzileiro naval que se apaixona por uma iraquiana e é convidado para conhecer sua família. Durante a visita, a família mata a menina e ataca o militar, que usa a irmã mais nova como escudo humano e vê o sangue jorrar de sua cabeça. Depois ele fala sobre "mandar para a eternidade" o pai e o irmão da garota."Eu acho que isso é uma brincadeira que acabou sendo levada a sério", persiste Belile.Depois de conversar com o Daily News, Belile telefonou para o jornal e pediu para que seus comentários fossem substituídos por "nada a declarar".

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