Reuters
Reuters

Americano libertado em acordo agradece a Obama

Alan Gross atribuiu sua libertação ao presidente americano e afirmou que medidas de reaproximação representam 'mudança de jogo'

Cláudia Trevisan, de Washington / Correspondente, O Estado de S. Paulo

17 de dezembro de 2014 | 21h19

Preso por quase cinco anos em Cuba, o americano Alan Gross atribuiu sua libertação ao presidente Barack Obama e afirmou que as medidas anunciadas ontem pelos Estados Unidos em relação à ilha representam uma “mudança de jogo” entre os dois países. “É bom estar em casa”, disse em Washington, poucas horas depois de desembarcar na cidade.

Com bom humor e disposição, Gross fez piadas sobre os efeitos de seu período na prisão sobre sua saúde, entre os quais a perda de cinco dentes, de 45 kg e de parte de sua visão no olho direito. Em declarações no escritório de advocacia que o representa, Gross disse terá em breve novos dentes. “Espero que eles sejam fortes e afiados o bastante para fazer diferença”, afirmou com um sorriso.


Com 65 anos, Gross prestava serviços para a Agência Americana para o Desenvolvimento Internacional (Usaid) quando foi preso em Cuba em 2009. Na época, ele tentava criar uma rede de conexão à internet para grupos religiosos. A distribuição de equipamentos de comunicação por satélite é ilegal em Cuba. E 2011, Gross foi condenado a 15 anos de prisão sob a acusação de tentar “destruir a Revolução”.

No início do ano, ele fez greve de fome para protestar contra o tratamento recebido pelos governo de Cuba e dos EUA. Gross suspendeu o protesto a pedido de sua mãe, que morreu dois meses mais tarde – ele não pode comparecer a seu funeral.

Na quarta-feira, 17, Gross elogiou os cubanos e afirmou que os cidadãos comuns não eram responsáveis pelas dificuldades enfrentadas por ele e sua família. “É doloroso vê-los serem tratados de maneira tão injusta em razão de políticas mútuas beligerantes de dois governos. Cinco décadas e meia de história nos mostram que essa beligerância inibe o melhor julgamento.” 

Tudo o que sabemos sobre:
EUACubaAlan Gross

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.