Americano preso por terrorismo na Bolívia nega ser enviado dos EUA

Lestat Claudius de Orleans y Montevideo, de 24 anos, americano acusado de colocar bombas em dois hotéis de La Paz, em atentados que causaram a morte de duas pessoas, disse, em declarações a emissoras de televisão bolivianas, não ter nada contra o governo do presidente, Evo Morales. "Eu não tenho nada a favor, mas também nada contra a política de Evo Morales", declarou Montevideo em uma cela da Polícia Técnica Judicial de La Paz. O presidente Morales insinuou na quarta-feira que Montevideo foi enviado pelos Estados Unidos para cometer atos terroristas na Bolívia. Segundo fontes da Promotoria, o americano disse ser um seguidor do líder da rede terrorista Al-Qaeda, Osama bin Laden, e sentir ódio do presidente americano George W. Bush. Em declarações a uma rede de televisão, Lestat Orleans também assinalou que, por recomendação de seu advogado, não admitiu sua culpa às autoridades bolivianas, embora também não a tenha negado. "Quero dizer que não me declarei culpado por orientação do meu advogado. Também não neguei a culpa. Isso é algo que será melhor explicado durante o julgamento", acrescentou o americano, que acusou a Polícia de tê-lo agredido para obter uma confissão. O juiz Williams Dávila ordenou a prisão preventiva do americano na penitenciária de segurança máxima de Chonchocoro, no planalto boliviano. Alda Acosta, mulher dele, ficará detida na prisão feminina do bairro de Miraflores, no centro de La Paz.

Agencia Estado,

24 Março 2006 | 03h19

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