Ryan Garza / AP
Ryan Garza / AP

Americano que caminha 34 km por dia ganhará carro

Morador de Detroit comoveu os EUA com sua história e jornal faz campanha para ajudá-lo; ele faz o percurso há dez anos, desde que seu carro estragou e ele não teve mais condições de comprar outro

O Estado de S. Paulo

06 de fevereiro de 2015 | 06h00


WASHINGTON - Uma concessionária nos Estados Unidos doará um carro da Ford a James Robertson, um morador de Detroit que há dez anos caminha 34 quilômetros por dia para ir e voltar do trabalho porque não tem condições de comprar um veículo, informou a imprensa local nesta quinta-feira, 5.

Robertson, de 56 anos, começa a andar às 8h para chegar a tempo do expediente, que começa às 14h. Quando a jornada de trabalho termina, às 22h, Robertson começa a fazer o caminho de volta para casa, onde chega às 4h.

Embora parte do trajeto seja feito de ônibus, Robertson ainda tem de caminhar 34 quilômetros diários, com temperaturas que podem chegar a menos 30 graus durante o inverno. Ele trabalha em uma fábrica na cidade de Rochester Hills, nos arredores de Detroit.

A história de Robertson foi contada pelo jornal Detroit Free Press, no início da semana, e repercutiu, despertando compaixão nos Estados Unidos e no Canadá. Uma campanha iniciada pelo jornal com a meta de arrecadar dinheiro suficiente para que Robertson pudesse comprar um carro para ir trabalhar acumulou, até esta quinta-feira, mais de US$ 300 mil. E as doações continuavam a chegar. O Detroit Free Press tem sido inundado de ligações e e-mails para oferecer dinheiro, veículos, emprego ou incentivos a Robertson. 

O americano faz o percurso há dez anos, desde que seu carro, um Honda Accord 1988, deixou de funcionar.Robertson, que é funcionário exemplar em uma fábrica, ganha US$ 10,55 por hora, o que o impede de comprar um veículo e pagar pelo seguro. 

Em declarações ao jornal de Detroit, Robertson reconheceu que as horas que passa andando significam menos tempo para descansar e dormir, por isso precisa de muita cafeína para se manter ativo. / EFE

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