Courtesy I-Dev International/Handout via REUTERS
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Americano sobrevivente do 11 de Setembro morreu em ataque no Quênia

Em entrevista a jornais americanos, amigo diz que Jason Spindler foi um herói nos ataques de 2001, quando ajudou várias pessoas a deixar uma das torres gêmeas em chamas  

Redação, O Estado de S.Paulo

16 de janeiro de 2019 | 19h41

NOVA YORK - O americano que morreu no ataque a um hotel de luxo em Nairóbi na terça-feira era um consultor especializado em projetos com economias emergentes sobrevivente dos atentados de 11 de setembro de 2001

As autoridades quenianas não confirmaram oficialmente a identidade de Jason Spindler, um dos 21 mortos no ataque cuja autoria foi reivindicada pelo grupo islamita Al-Shabab, mas vários parentes da vítima asseguraram a jornais americanos que se tratava dele. 

"Com grande pesar, tenho de informar que meu irmão, Jason Spindler, morreu esta manhã em um ataque terrorista em Nairóbi", escreveu seu irmão Jonathan no Facebook, em um comentário visível somente para seus amigos.  "Jason era um sobrevivente do 11 de Setembro e um lutador. Tenho certeza de sua morte será sentida!", disse. 

  

Spindler estudou na Universidade do Texas, em Austin, e na Universidade de Nova York. Participou por um tempo do Corpo de Paz no Peru. 

Em 11 de setembro de 2001 estava trabalhando para o banco de investimentos Salomon Smith Barney, que tinha sua sede em uma das torres do World Trade Center

As torres gêmeas caíram depois de serem atingidas por dois aviões sequestrados por terroristas da rede Al-Qaeda naqueles que foram os piores ataques terroristas da história dos EUA, com quase 3 mil mortos. 

Herói

Kevin Yu, amigo de Spindler na época da Universidade do Texas, disse que ele foi um herói no 11 de Setembro, quando ajudou várias pessoas a deixar o prédio em chamas. 

Spindler tinha fundado sua própria empresa de consultoria e investimentos I-Dev e estava trabalhando em um projeto no Quênia. 

Sua mãe Sarah disse à rede NBC News que seu filho estava "tentando fazer uma mudança positiva nos mercados emergentes do terceiro mundo". / AFP 

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