Americano volta a Caracas para refazer relações

Departamento de Estado não deu detalhes sobre negociações de ex-embaixador no Brasil na Venezuela; laços bilaterais pioraram nos últimos meses

CARACAS, O Estado de S.Paulo

13 de maio de 2015 | 02h03

O assessor do Departamento de Estado americano Thomas Shannon visitou Caracas ontem para tentar melhorar as relações entre os Estados Unidos e a Venezuela. É a segunda visita do diplomata, que já foi embaixador no Brasil, a Caracas em dois meses. Até a noite de ontem, nenhum detalhe do encontro tinha sido divulgado.

O Departamento de Estado não deu detalhes sobre a visita. "O governo venezuelano convidou o embaixador Shannon para retornar a Caracas e continuar as negociações bilaterais diretas", disse um porta-voz.

As relações entre Washington e Caracas pioraram desde que o presidente Barack Obama autorizou sanções contra membros do governo chavista. No decreto, o presidente descreveu a Venezuela como "uma ameaça à segurança americana", o que irritou os chavistas. O presidente Nicolás Maduro chegou a fazer um abaixo-assinado pedindo a revogação do decreto. Washington argumentou que a nomenclatura era praxe para medidas desse tipo.

A primeira visita de Shannon amenizou o clima e Maduro e Obama conversaram brevemente na Cúpula das Américas do Panamá, em abril.

Na época, a chanceler venezuelana, Delcy Rodríguez, disse a Shannon que a ordem executiva teria de ser anulada, mas não foram dados mais detalhes sobre a reunião.

Há duas semanas, a subsecretária de Estado para a América Latina, Roberta Jacobson, disse que o decreto com as sanções não era passível de discussão, uma vez que já havia entrado em vigor. No entanto, ela disse estar disposta a estudar o pedido de Maduro para que Obama aceite o ex-embaixador venezuelano no Brasil Maximilian Arvelaiz como principal diplomata de Caracas em Washington - Venezuela e EUA estão com as relações estremecidas desde 2010.

Outro tema que seria abordado na reunião de ontem é o corte exigido pela Venezuela no corpo diplomático dos EUA em Caracas, de cerca de 100 para 17 funcionários.

Mas até o momento tanto a embaixada americana quanto o escritório de assuntos consulares em Caracas continuam atuando com a mesma quantidade de funcionários. Os EUA ameaçam com reciprocidade se a medida for adotada. / EFE e AP

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