Americanos celebram feriado do Dia da Independência com segurança reforçada

Temendo ações terroristas e episódios de violência com armas, Departamento de Polícia de Nova York está mobilizando novas unidades de cães farejadores e um acréscimo de 2 mil policiais na equipe de segurança

O Estado de S.Paulo

04 de julho de 2016 | 11h44

NOVA YORK - Os Estados Unidos comemoram o Dia da Independência nesta segunda-feira, 4, com desfiles, piqueniques - que incluem competições de consumo de cachorros-quentes - e fogos de artifício em meio a um esquema de segurança reforçada. Medida foi anunciada em razão dos temores de ações terrorista em Nova York e de episódios de violência com armas de fogo em Chicago.

Milhões de americanos celebram a independência das colônias americanas do controle do Reino Unido com comemorações entusiasmadas, como uma festa marcada por canções do lendário cantor country Willie Nelson para 10 mil pessoas em uma pista de corrida em Austin, no Estado do Texas, e também solenes, como uma leitura da Declaração de Independência nos Arquivos Nacionais de Washington realizada por atores com roupas do período colonial.

Outro acontecimento histórico é a tradicional competição de cachorros-quentes de Coney Island, em Nova York. Joey "Jaws" Chestnut – dono do recorde mundial de 69 cachorros-quentes devorados em 10 minutos – tentará retomar seu Cinturão Internacional Mustard Yellow de Matt Stonie, que em 2015 encerrou a sequência de oito vitórias consecutivas de Chestnut.

Como o feriado nacional ocorre alguns dias depois do ataque ao Aeroporto Internacional de Istambul, na Turquia, o Departamento de Polícia de Nova York está mobilizando oito unidades novas dos chamados cães farejadores de rastros de vapor, treinados para detectar explosivos usados junto ao corpo, segundo o comissário Bill Bratton.

A presença humana do departamento neste feriado terá um acréscimo de quase 2 mil policiais novos que se formaram na semana passada. "Como sempre temos condições de utilizar muitos recursos em Nova York, o ‘x’ da questão é esse, quando se trata de ameaças terroristas", afirmou Bratton.

A polícia de Chicago, cidade que vem testemunhando um aumento nas mortes por armas de fogo neste ano, anunciou uma presença reforçada de mais de 5 mil agentes em patrulhas durante o feriado prolongado, normalmente um dos mais violentos do ano, disse o Superintendente de Polícia, Eddie Johnson. Na sexta-feira, a mídia local noticiou que 24 pessoas foram baleadas em apenas 24 horas; três delas morreram. /Reuters

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