Americanos condenados por tortura no Afeganistão

Três caçadores de recompensa americanos foram condenados a penas de oito a dez anos de reclusão por torturar afegãos mantidos em cárcere privado. A defesa queixou-se de que o julgamento "não atendeu aos padrões internacionais de transparência". Dois dos réus - o suposto líder do grupo, Jonathan Idema, e seu braço direito, Brent Bennett - foram condenados a dez anos. O terceiro, um jornalista nova-iorquino identificado como Edward Caraballo, foi sentenciado a oito. Quatro cúmplices afegãos também foram considerados culpados. Suas condenações variam de um a cinco anos de reclusão. O comitê de três juízes divulgou um veredicto unânime depois de uma audiência de sete horas e meia durante, a qual a defesa alegou que o sistema judiciário afegão é incapaz de garantir os direitos dos réus. Os três americanos foram detidos em 5 de julho por forças afegãs de segurança durante uma operação de busca e apreensão contra a casa no centro de Cabul onde eles mantinham oito afegãos em cárcere privado. Os prisioneiros denunciaram que foram torturados pelos caçadores de recompensa, que deixaram os Estados Unidos rumo ao Afeganistão para buscar extremistas com o aparente objetivo de ganhar o dinheiro oferecido pelo governo americano pela captura ou informações que resultassem na prisão de supostos terroristas.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.