Americanos devem ajudar a defender os EUA, diz Bush

O presidente norte-americano, George W. Bush, conclamou hoje (08) a nação aflita para enfrentar plenamente a "grande ameaça nacional" de proteger o país de possíveis ataques terroristas, permanecendo alertas diante de qualquer atividade suspeita. "Nossos cidadãos têm novas responsabilidades", declarou o presidente em discurso à nação. "Devemos ficar vigilantes, controlar nosso correio e estar informados sobre os assuntos de saúde pública", afirmou o presidente. "Não podemos dar vazão a temores sem fundamento ou a rumores", sublinhou Bush em seu discurso pronunciado na cidade de Atlanta, diante de uma audiência de 5 mil pessoas. "É preciso apelar para o nosso bom senso." Quase dois meses depois dos ataques terroristas em Washington e Nova York, o presidente disse que os Estados Unidos vão sair mais fortes dessas dolorosas experiências. "Ninguém de nós jamais desejou a maldade que foi perpretada contra nosso país, mesmo assim aprendemos que de toda esta maldade podem sair coisas boas. Durante os últimos dois meses, demonstramos ao mundo que os Estados Unidos são uma grande nação", declarou Bush. O discurso de Bush se concentrou sobre os acontecimentos mais recentes na guerra contra o Afeganistão, o medo do antraz que atemoriza a nação e as novas responsabilidades do governo e de todos os norte-americanos. Mesmo assim, Bush destacou as ações que o governo adotou para fortalecer a segurança interna. "Nosso grande desafio nacional é capturar os terroristas e fortalecer nossa proteção para evitar futuros ataques. Através da tragédia, estamos renovando e valorizando nossos valores", afirmou Bush. O presidente escolheu falar em Atlanta, porque nesta cidade fica a sede dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças, uma agência governamental que foi alvo de elogios pela sua incansável investigação sobre os casos de antraz. No entanto, a agência também recebeu fortes críticas em relação à sua lenta reação quando foi identificada a bactéria nas agências de correios. Bush manteve seu compromisso de dar financiamento aos Centros de Controle e Prevenção de Doenças e aos Correios. Indicou que os US$ 400 milhões que foram destinados é um montante "suficientemente amplo" para as necessidades imediatas contra o terrorismo. Leia o especial

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