Americanos encerram buscas por supostas armas iraquianas

Os soldados americanos não têm mais onde procurar as supostas armas de destruição em massa que estariam escondidas em alguma parte do Iraque, segundo insiste o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush. "Por enquanto, parece que não temos mais onde procurar", disse sob condição de anonimato um comandante envolvido nas buscas pelas armas de destruição em massa supostamente mantidas pelo deposto regime de Saddam Hussein.Sem nada a fazer, as unidades militares responsáveis pelas buscas estão recebendo folgas ou sendo empregadas em outras tarefas, apesar do aumento da pressão internacional pelo fato de nada ter sido encontrado até o momento. Após três meses de buscas infrutíferas, os inspetores de armas americanos dizem que ficaram sem locais importantes onde procurar e esperam novas instruções de um grupo do serviço secreto do Pentágono incumbido de apontar os locais suspeitos de armazenar armas químicas, biológicas ou nucleares."Estamos aqui em compasso de espera, sem missões programadas para o futuro imediato", disse o líder de uma equipe, cujo pessoal já foi reduzido em 30%.Para justificar a invasão do Iraque, os Estados Unidos e seus principais aliados acusaram Saddam Hussein de esconder armas químicas, biológicas e nucleares. Diversas equipes de busca já foram retiradas de suas missões. Em vez de visitar possíveis arsenais de armas de destruição em massa, eles praticam tiros ou lêem cartas de seus entes queridos. Outros foram enviados para grupos de investigação de supostos crimes de guerra cometidos pelo deposto regime iraquiano. "Pelo menos os rapazes se mantêm ocupados com alguma coisa", disse um dos líderes do grupo.As investigações em mais de 230 locais suspeitos não levou à descoberta de armas químicas ou biológicas que, segundo Bush, estariam no Iraque. Entretanto, convencida de que as armas existem, a Agência de Inteligência de Defesa (DIA, por suas iniciais em inglês) informou que as missões serão aceleradas assim que uma nova equipe assumir as investigações.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.